Blog sobre Moçambique

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Mensagens e Cartoes de Boas Festas

Caros
Desejos de um feliz natal e um prospero ano 2009 para todos Mocambicanos e leitores do Blog.
vao igualmente os meus agradecimentos pelas mensagens e cartoes de boas festas que tenho estado a receber.
vao os meus agradecimentos a Julia Muhate, Zefanias Muhate, Amina Muhate, Clergio Muhate, Kwezi Muhate, Nandy Muhate, Romana Neves Muhate, Senetao Muhate, Helder Pateguana, Carmelia Pateguana, Veronica Macamo, Hermenegildo Infante, Salimo Abdula, Sao Abdula, Tomas Mondlane, Abdul Hamid, Cidalia Chauque, Zuneid Karim, Rosa da Silva, Bastos Azarias, Diniz Cumbuza, Jorge Oliveira, Sergio Matos, Denise Pinto, Louis Pelembe, Sergio Paunde, Jorge Nicols, Vanda Palestina, Obadias Langa, Sergio Rafael, Pedro Mavula, Evenilde Chilaule, Hipolito Hamela, Ebenizario Hamela, Chalucuane Langa, Caetano Ruben, Celso Nhantumbo, Pedro Guiliche, Adinane Ibrahimo, Borges da Silva, Salomao Muchanga, Miguel Cossa, Pascoa Temba, Adelina Silva, Hegel Materrula, Helder Malauene, Pedro Tiago, Zeena Karim, Antonio Mauvilo, Joao Paulo, Filipe Matusse, Isabel Trindade, Goncalo Macassa, Pedro Cossa, Edgar Muxlhanga, Antonio Niquice, Gloria Montanha, Quelita Benjamin, Kwame Namitete, Isabel Morrime, Muzila Nhatsave, Ruth Cangela, Adila Sultana, Samuel Massango, Lizete Manguelezi, Adriano Nhabanga, Anilza Bakar, Zaqueu Sande, Domingos Pedro, Jose Maluleca, Domingos Diogo, Micas Numaio, Generosa Cossa, Jacob Nhambir, Albertina Manhica, Jaime Neto, Bruno Miguel, Filipe Cuna, Armando Luis, Orlanda Mavula, Nikhil Kisorchandra, Gulamo Rassul, Judite da Conceicao, Edgar Mulhxanga, Chakil Aboobacar, Bayano Valy, Elsa Salimo, Helder Injojo e todos aqueles que por qualquer motivo nao estao nesta lista que estara em update ate janeiro de 2009, muito obrigado pelas mensagens e emails e cartoes e brindes de boas festas....

BASILIO MUHATE
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domingo, 14 de dezembro de 2008

Ranking das 100 Maiores Empresas de Moçambique 2008

TOP 100 COMPANIES IN MOZAMBIQUE 2008

O Ranking das 100 maiores empresas de Moçambique Edição de 2008 foi recentemente divulgado pela KPMG. Nesta pesquisa foram tomados em consideração indicadores tais como o volume de negócios, os resultados líquidos, a rentabilidade do volume de negócios, a rentabilidade dos capitais próprios e o volume de negócios por trabalhador.

Com a participação de 229 empresas, a grande vencedora foi a companhia MOZAL, um Mega-Projecto de Produção de alumínio, seguido pelo gigante energético da Africa Austral a Hidroelectrica de Cahora-Bassa (HCB), a companhia de Telefonia móvel Moçambique Celular (mCel), a Petromoc, a Electricidade de Moçambique (EDM) e a empresa Cervejas de Moçambique (CDM), dentre outras.

Vencedores por sectores:
Agricultura - Mozambique Leaf Tobaco, Lda
Alimentação e bebidas - Cervejas de Moçambique, SARL
Banca e Leasing - Banco Internacional de Moçambique (BIM), SARL
Seguros - Emose, SARL
Comercio - Toyota de Moçambique, SARL
Comunicações - Moçambique Celular, SARL
Construção - CMC Africa Austral, Lda
Energia e Recursos Minerais - Hidroelectrica de Cahora-Bassa, SARL
Hotelaria e Turismo - Salvor Hoteis Moçambique, SARL
Indústria - MOZAL, SARL
Pesca - Pescamar, Lda
Serviços - DCC-Consultores de Tecnologias e informação, Lda
Transportes - LAM - Linhas Aéreas de Moçambique

voltaremos em breve com mais rabiscos sobre esta pesquisa....
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China e India Vulneráveis

A Revista The Economist apresenta um artigo na sua edição impressa intitulado " China and India Suddenly vulnerable", apontando para o alerta que a crise económica internacional

O artigo aponta que até muito recentemente, a China e a Índia sentiam-se em grande medida imunes ao contágio económico e financeiro que aflige os EUA e o mundo ocidantal em geral. Os optimistas ainda esperavam que estes enormes mercados emergentes poderiam fornecer os motores que poderiam puxar o mundo para fora da recessão. No entanto, agora, alguns temem o contrário: que a recessão mundial está indo para a China e a Índia arraste para baixo com ela, elevando o desemprego massivo para dois países.

As dificuldades políticas e económicas enfrentadas pelos dois Países, em particular a India com os ataques terroristas do mês passado podem manchar o crescimento económico médio anual de cerca de 8,8%. As exportações em outubro na India cairam 12% em comparação com o mesmo mês do ano passado, centenas de pequenas empresas têxteis foram à falência; até mesmo algumas das estrelas da indústria indiana nos últimos anos, na indústria automóvel, suspenderam a produção. O banco central reviu a sua previsão de crescimento econômico neste ano em baixa, a 7.5-8%, o que ainda está otimista. No próximo ano, a taxa pode cair bem para 5,5% ou menos, o valor mais baixo desde 2002.

A China também não fica para trás, e os valores para o comércio no mês passado, com exportações inferiores a 2% em relação a novembro de 2007 e as importações 18% são dados preocupantes. a Geração de energia elétrica, geralmente um número confiável, em caiu 7%.
O artigo aponta igualmente a proliferação de manifestações e protestos na China.

Vale a pena ler na íntegra este artigo "China and Índia - Suddenly vulnerable"


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domingo, 7 de dezembro de 2008

Preocupações sobre a Economia de Moçambique em 2009

Tenho estado a pensar como será a economia de Moçambique em 2009, e as vezes fico preocupado:

1. A Economia Mundial está em recessão e continua o debate sobre os impactos da crise financeira internacional em Moçambique. Para além da AMECON que tem estado a levar à cabo esta reflexão, a recem-realizada Conferência Economica do BIM voltou a trazer o debate que vem mostrar duas escolas de pensamento económico em Moçambique. os Pessimistas e os optimistas. Mas a questão que coloco é: como será em 2009 ?

2. Preços de combustíveis em Moçambique, que registaram uma ligeira descida no País, depois de uma contenção durante um longo período. Primeiro gostariamos de saber porque é que, estando o preço a baixar no mercado internacional o Governo não mexeu com os preços em Moçambique. Provavelmente daí surgiu algum superavit ou alguma reserva. vamos precisar de saber qual foi a motivação desta manutenção para termos uma ideia para termos alguma ideia do futuro. Será que os preços dos combustíveis irão subir ou irão descer em 2009 ?

3. Segundo o INE, as expectativas de emprego registaram um abrandamento em Outubro interrompendo a trajectória ascendente que vinham observando nos últimos 4 meses. Essa interrupção da trajectória ascendente das expectativas de emprego no mês de Outubro deveu-se ao agravamento da quebra de opinião nos Sectores do Comércio, Alojamento e Restauração, Industria e Construção o qual suplantou a recuperação ligeira nos sectores dos Transportes, Industria e dos Outros Serviços. Será que em 2009 as baixas expectativas de emprego irão alterar-se ?

Então aqui está o que eu estou pensando: será que vai, de facto, até ser possível manter os níveis de crescimento da economia Moçambicana num contexto de queda livre internacional ? Continuo a questionar-me.
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

ARTIGO DE PAUL KRUGMAN SOBRE PROCURA E OFERTA AGREGADA

Paul Krugman tem um interessate artigo , para o curso de graduação de professores de macroeconomia, analisando políticas salariais de acordo com o modelo global de oferta e Procura agregada familiar. O Argumento de Krugman assenta-se na permissa de que a economia da Grande Depressão esteve numa armadilha de liquidez, o que implica que a curva AD (procura agregada) é vertical, que por sua vez implica que as políticas que inclinam negativamente a curva AS (oferta agregada) não afetam equilíbrio do produto a curto prazo. Assim, uma política que em circunstâncias normais seria má, não é má sob a circunstâncias extraordinárias da década de 1930.

Gregory Mankiw da Universidade de Harvard, considera que, mesmo permanecendo no modelo AS-AD, parece possível sustentar o ponto de vista oposto. Mankiw apresenta um exemplo de um gerente de uma empresa a considerar um projecto de investimento a longo prazo. O presidente acaba de anunciar uma política para incentivar seus trabalhadores a formar um cartel. Como é que isso influencia a decisão de avançar com o projecto? Muito provavelmente, não dissuade você. "Spending", no entanto, faz parte da procura agregada (na verdade, um dos componentes mais voláteis). Assim, a política poderia deslocar a curva AD, bem como a curva AS, em uma direção contractionaria.

De forma geral, o estado da procura agregada depende de uma variável amorfa chamada confidence. Qualquer coisa que ameace a estragar AS, a longo prazo, muito provavelmente reduz a confiança e AD, no curto prazo. Esta abordagem ´pode ser últil aos estudantes de economia, mas os acontecimentos no mundo real raramente são tão claros.

veja aqui o Artigo de Paul Krugman
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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

PRESIDENT BARACK OBAMA

Foto tirada aqui

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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Crise Financeira Internacional (pics)




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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

IX Conferência Anual do Sector Privado – Moçambique

Decorre de 29 a 30 de Outubro em Maputo, a 11ª Conferência Anual do Sector Privado sob o lema “Produtividade e competitividade: Caminhos para o Mercado Global. O Encontro de Maputo tem em agenda assuntos ligados à interacção entre o sector privado e o governo, nomeadadamente os custos de transacção, a visão estratégica para o desenvolvimento da agricultura em Moçambique, as oportunidades de negócios , a actual crise financeira mundial e as suas repercursões no mercado Nacional e outros assuntos de interesse económico.

O Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, que procedeu à abertura do evento salutou o evento e tocou naquilo que se considera como o principal desafio para o desenvolvimento de Moçambique nos próximos anos: tornar os distritos como polos de desenvolvimento de Moçambique. Apontou as medidas que o Governo Moçambicano vem levando à cabo para o efeito tendo indicado a implantação de mais infra-estruturas tais como as rodovias e ferrovias que facilitam a ligação entre os centros industriais e comerciais do País, a expansão da rede nacional de energia eléctrica, de telefonia móvel e fixa que viabilizam empreendimentos sociais e económicos e facilitam a comunicação dentro do País e com o resto do mundo.


O Presidente da Confederação das Associações Economicas e Empresarias de Moçambique (CTA), Salimo Abdula, no seu speech de abertura em representação do sector privado defendeu a necessidade de incremento de reformas profundas no ambiente de negócios como forma de baixar os custos e aumentar a produtividade e competitividadeque o sector privado necessita para a sua inserção efectiva na economia mundial.
Salimo Abdula apontou igualmente os desafios que se impõem ao sector privado Moçambicano face à crise financeira internacional, sugerindo que o Governo e o Banco Central Moçambicano (Banco de Moçambique ) garantam a manutenção das linhas de disponibilidade de crédito bancário interno para o sector produtivo.


Certamente que a crise Financeira internacional será o pano de fundo nas reflexões deste encontro do Sector Privado Moçambicano e é importante referir que recentemente o Governo Moçambicano veio a público tranquilizar os agentes económicos considerando que a crise económica internacional não terá efeitos nefastos para o País, pelo menos a curto prazo. No entanto esta posição do Governo não é aceite por todos os quadrantes da economia Nacional, principalmente pelo sector privado Moçambicano. Mantém-se a questão da apreensão do sector privado pois o sector financeiro Moçambicano é dominado por firmas Estrangeiras (Sul Africanas, Europeias e Asiáticas) que estão sob elevado risco de rotura financeira causada pela escassez de liquidez e pelos excessos que o sistema internacional de crédito suportaram durante os últimos anos.


A Grande questão que se coloca é saber se o Governo Moçambicano, através das suas combinações de políticas fiscal e monetária, vai seguir o exemplo dos EUA e Reino Unido, de “escangalhar” várias teorias macroeconómicas sobre o papel do estado na economia e, tal como diz Marcelino dos Santos, adotar o único sistema actualmente viável para tirar o planeta e o continente da crise: o Socialismo científico ??
Foto tirada aqui

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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Governação Corporativa em Moçambique (Corporate Governance)

A Expressão governação Corporativa ou ainda Corporate Governance é ainda nova entre nós. Muitos já se consideram experts na matéria mas continuamos a encontrar dificuldades em explicar o significado da expressão. Actualmente muito usada na área empresarial, esta expressão significa as várias políticas, regras e leis que orientam o funcionamento das empresas e firmas, tanto em termos de administração assim como controle. A governação corporativa versa-se igualmente sobre as ligações entre agentes internos e externos das empresas na sua actuação.

A literatura existente sobre a matéria aponta os acionistas e administradores das firmas como os principais actores, mas inclui também os funcionários, fornecedores e clientes, bancos e outros credores, instituições e órgãos reguladores e até a comunidade em geral.

A principal preocupação da Governação corporativa ou corporate governance é levar os agentes ou actores empresariais e institucionais a obedecerem e cumprirem com os códigos de conduta empresariais de modo a reduzirem no máximo os conflitos de interesses entre si e maximizarem os seus proveitos, pois este exercício produz vantagens económicas para as firmas.

A Enciclopédia wikipédia aponta que tem havido um renovado interesse no assunto de governança corporativa desde 2001, particularmente devido aos espetaculares colapsos de grandes corporações norte-americanas como a Enron Corporation e Worldcom. Em 2002, o governo federal norte-americano aprovou a Lei Sarbannes-Oxley, com o propósito de restaurar a confiança do público em geral na governança corporativa.

Em Moçambique, o conceito de Governação Corporativa vem ganhando maior espaço. Segundo a International Chamber of Commerce este conceito é introduzido em Moçambique nos finais da década de 90, onde o focal point para a governação corporativa era a Confederação das Associações Económicas e Empresariais de Moçambique (CTA), instituição que representa o sector empresarial no País. O Código comercial Moçambicano, segundo a ICC contém linhas de orientação para a governação corporativa, mas não é um código de governação corporativa.

Mais recentemente foi criado o Instituto de Directores de Moçambique (IoDmz), instituição que representa administradores, directores e outros executivos de topo da hierarquia das empresas e organizações do sector público e privado, enquanto pessoas individuais que contribuem significativamente para o progresso e para o desenvolvimento da sociedade moçambicana. Esta instituição pretende criar espaços de informação e discussão sobre o Corporate Governance, sustentando um fórum no qual os indivíduos são encorajados a expressar os seus pontos de vista e prestar os seus contributos, aspirando contribuir para o progresso dos negócios e das políticas públicas visando o bem comum.

É importante que este conceito, mesmo para o caso de Moçambique, seja claramente explicado e que continue a abordar-se o tema em vários fóruns, porque já vi e ouvi muitos que fingem saber o que é governação corporativa, mas que depois percebe-se que ou não sabem e estão a tentar ou fingem saber simplesmente para agradar a qualquer um. Mas também já tivemos oportuinidades de testemunhar boas lições e exemplos de corporate governance por Moçambique dentro. O mais importante para uma economia Moçambicana é que estas relações contribuam efectivamente para o desenvolvimento e crescimento económico, para consolidar as vantagens competitivas do sector privado nacional e para que as firmas estejas melhor preparadas para fazer face a integração económica regional.

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Sobre a Crise economica nos EUA

O Doutor em Economia, o Prof. Ubiratan Ioro, escreve um dos melhores artigos sobre a actual crise norte americana. O Grande debate que hoje se coloca em algumas escolas de pensamento económico concentra-se em torno das teorias do intervencionismo público na economia.
Há quem considere que a intervenção americana só representa mais crises futuras, crises cada vez maiores e que não diminui risco sistêmico algum e tragicamente cumpre o destino de toda intervenção: traz resultados contrários ao que pretendia. Só torna o tal risco cada vez maior, devido à fragilidade que as instituições financeiras vão “ganhando” com políticas subótimas, políticas que, no fundo, são subsidiadas pelo governo, são avalizadas por ele.
Por outro lado, O Fundo Monetário Internacional (FMI) engrossou é uma das instituições que engrossam o coro dos que defendem uma intervenção mais abrangente do governo dos Estados Unidos para estabilizar o sistema financeiro americano, apesar dos custos gigantescos que uma iniciativa dessa natureza certamente teria.

Mas vamos ao trecho do Prof. Dr. Ubiratan Ioro:

“ A causa principal, a meu ver, do esquecimento a que foi relegada a Escola Austríaca foram suas recomendações para eliminar o que ficou conhecido como a Grande Depressão dos anos 30: os governos deveriam abster-se de intervir na economia, deixando funcionar o sistema de preços livremente e o mercado reavaliar os valores dos recursos! Sim, isto significaria falências de bancos e de muitas empresas, mas falências fazem parte do jogo, a não ser que os contribuintes sejam convocados compulsoriamente a sustá-las, como o governo americano, mais uma vez, pretende fazer neste momento. É o processo, inevitável, de ajustamento, em que os maus investimentos feitos no passado, baseados em expansão monetária travestida de pseudo-poupança, precisam ser eliminados. Mas isto é impopular hoje, como era impopular nos anos 30, o que levou Roosevelt a adotar as recomendações intervencionistas de Keynes, muito mais palatáveis sob o ponto de vista político.

Assim, firmou-se a idéia de que os governos deveriam controlar a demanda “agregada”, com base no “princípio da demanda efetiva” de Keynes e as corretas teses austríacas lançadas na gaveta do esquecimento, algo que nem a concessão, em 1974, do Nobel de Economia a Hayek conseguiu mudar. Desde os anos 30, praticamente todos os economistas são “keynesianos”, mesmo os monetaristas e os novos clássicos, que prezam a economia de mercado e nada têm de socialistas... Uma lástima, de conseqüências desastrosas não apenas para a academia, mas para a humanidade!

A história da crise de hoje não difere, em sua essência, daquela da Grande Depressão e foi plantada pelas políticas do Fed de manter as taxas de juros artificialmente baixas. Ora, juros baixos tornam viáveis projetos de longo prazo, cujos valores presentes são mais beneficiados do que os dos projetos de curto prazo. A construção civil, claramente, está no primeiro grupo. Assim, foi um negócio não natural, estimulado pelo governo americano. Mas, além dessa tentativa de aceleração forçada da prosperidade, as autoridades americanas imbuíram-se da idéia errada de que, se qualquer pessoa desejasse um empréstimo para comprar uma casa, o governo teria a obrigação de concedê-lo, mesmo que indiretamente, idéia que operacionalizou criando a Freddie Mac e a Fannie Mae, empresas com status jurídico cinzento, já que eram geridas privadamente e tinham capital aberto, mas sempre foram protegidas pelo Estado, com o intuito de subsidiar os empréstimos. E o mercado – que, nessas horas, não falha – antecipou corretamente que tais empresas seriam socorridas pelo Estado em caso de dificuldades. Com medidas desse tipo – taxas de juros abaixo da inflação corrente e subsídios camuflados a hipotecas – qualquer economista conhecedor da tradição “austríaca” poderia detectar, há anos, que surgiriam graves problemas futuros.

E o futuro chegou! Em meados de 2006, as empresas de construção civil sentiram os efeitos da alta da taxa de juros ocorrida e também prevista pela teoria, decorrente do cabo-de-guerra ou disputa pelo crédito, como previram, por exemplo, entre inúmeros outros, os seguintes artigos, todos encontrados em http://www.mises.org/ : Who Made the Fannie and Freddie Threat?, de Frank Shostak, de 5 de março de 2004; Freddie Mac: A Mercantilist Enterprise, de Paul Cleveland, de 14 de março de 2005; Fannie Mae: Another New Deal Monstrosity, de Karen De Coster, de 2 de julho de 2007 e How Fannie and Freddie Made Me a Grump Economist, de Christopher Westley, de 21 de julho de 2008.”

O artigo completo pode ser lido aqui.
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domingo, 28 de setembro de 2008

A Economia de Moçambique de Samora Machel

Samora Moises Machel, Primeiro Presidente da República Popular de Moçambique desde a independência Nacional a 25 de Junho de 1975 até 19 de Outubro de 1986, onde viria a perder a vida num trágico acidente de aviação, sempre assumiu uma política de promoção do desenvolvimento economico de Moçambique em bases socialistas. O Anuncio das nacionalizações logo nos primeiros dias após a independência veio a cristalizar esta visão de Samora Machel para uma economia centralmente planificada.
Um dos grandes sinais foi a criação da Administração do Parque Imobiliario do Estado (APIE) tomando assim o Estado o controle do mercado imobiliário com rendas proporcionais ao rendimento dos cidadãos e e ao agregado familiar.

O Apoio de Países Socialistas como a URSS (Actual Russia), Cuba, China, Argélia e outros que já eram aliados da FRELIMO durante a luta pela independência fez com que se introduzissem grandes programas e campanhas de socialização das zonas rurais que contribuiram para um incremento da produção nos primeiros anos do pós-independência.
Outra grande medida económica de Grande vulto de Samora Machel foi a introdução, em 1980 da nova moeda, o metical, em substituição do escudo ora em uso. Foi uma medida muito difícil porque o Banco Central estava a enfrentar um desafio que era o de estabilizar-se e dar um rumo a condução da política monetária de Moçambique.

As medidas de nacionalização e de controle das empresas por parte do Estado de certa maneira retrairam o investimento estrangeiro e geraram a paralização de muitas empresas porque não havia capacidade de gestão de empresas principalmente nos ramos industrial, textil e metalúrgico. A distribuição da renda era relativamente equitativa e não havia o fosso entre ricos e pobres que hoje se verifica, mas em contrapartida o País não tinha o capital humano necessário para o arranque de uma independência económica efectiva.

Samora teve a visão suficiente para se aperceber que as políticas que implementava tinham entraves e que a economia Moçambicana entrava em queda nos primeiros anos da década 80, tendo abrandado e finalmente organizado os acordos com o Banco Mundial e FMI para o relançamento da economia nesse período.

Exactamente nessa altura em que se preparava para fazer a viragem na política económica Samora Machel perde a vida num acidente aéreo até agora não devidamente explicado, mas não interessava a todos que as políticas económicas centralmente planificadas dessem lugar a novas maneiras de ver o mercado Moçambicano.

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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Mozambique no Doing Business 2009

Moçambique no Doing Business 2009

Com cerca de 21 milhões de habitantes e uma renda per-Capita de 320 Us$, Moçambique posiciona-se na 141 posição da doing business 2009, uma queda de 2 posições em relação a 2008.
Estes dados agregados indicam ainda que Moçambique desceu 14 lugares no que diz respeito aos procedimentos de abertura de empresas, registando igualmente uma queda no que se refere à facilidade de obtenção de alvarás, o que significa que no rol dos 181 países que constituem esta amostra regista-se uma maior dinâmica na facilitação e flexibilização de captação de investimento privado.
A protecção de investidores e o pagamento de impostos também não foi satisfatória em Moçambique em relação a outros países, o que representam entraves a ser analisados pelas instituições de tutela.
Mas este relatório Doing Business 2009 não é de todo mau para Moçambique pois aspectos como a contratação de funcionários e obtenção de crédito por exemplo, vão registando melhorias significativas segundo este relatório do Banco Mundial. Moçambique também registou uma subida em termos de comercio internacional e cumprimento de contratos.
Se Classificarmos apenas os Países de Renda Baixa, nos quais Moçambique se insere, este relatório identifica 47 Países de Renda Baixa e Mozambique ocupa a 22ª posição no ranking, numa lista liderada pelo Quirguistão, Oman e Quenia e com países como Guine-Buissau, RDC e Burundi na cauda.
Ainda vale a pena analisar o critério Continental. dos 47 Países africanos que participam no Doing Business 2009 Moçambique posiciona-se na 18ª posição numa lista liderada pelas Maurícias, Africa do Sul e Botswana e com Países como RDC RCA e Guine-Bissau na cauda.
O facto de Moçambique estar acima de países potencialmente mais ricos tais como Senegal, Angola, Costa do Marfim, Mali, etc. representa um sinal de que o País continua estável do ponto de vista de ambiente de negócios.

ENTÃO A QUE É QUE SE DEVE A QUEDA DE 2 LUGARES MOÇAMBIQUE EM NO RANKING DO DOING BUSINESS 2009 ?

Um dos factores foi a subida vertiginosa do Ruanda no ranking, devido as reformas que aquele País africano vem implementando nos últimos anos e as facilidades que está a criar principalmente no registo de propriedade das empresas, na obtenção de alvarás e nos passos necessários para o estabelecimento de negócios. Ruanda subiu 9 posições ocupando actualmente a 139ª posição.
Outro País que subiu ligeiramente foi o Uzebequistão que se encontrava na 140ª posição, tendo subido para a 138ª, principalmente devido as facilidades de acesso ao crédito que se verificam naquele País do Leste europeu ou Asia Central.

Portanto, Moçambique no último ano manteve a sua estabilidade no ambiente de negócios mas foi superado pela dinâmica que vem sendo implementada no Burundi e isto é um sinal para a economia Nacional uma vez que é preciso tomar em consideração as dinâmbicas do comércio livre na região de modo a que nos próximos anos Moçambique continue a ser um lugar apetecível para se fazer negócios e que questões como obtenção de alvarás, número de procedimentos para a abertura de negócios e outras exigências burocráticas que entravam o investimento sejam revistas e reduzidas sempre que possível.
MOZAMBIQUE IS A GOOD PLACE TO INVEST AND TO DO BUSINESS !

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terça-feira, 19 de agosto de 2008

FACIM 2008 - Feira Internacional de Maputo


A FACIM 2008 - Feira Internacional de Maputo (Maputo International Fair) decorre na capital da República de Moçambique de 1 a 7 de Setembro de 2008, sob o lema “O Ponto de Encontro dos Homens de Negócios”. Mais de 10 Países, Maioritariamente Africanos.
Organizada anualmente pela SOGEX – Sociedade Gestora de Exposições, Feiras e Congressos, a FACIM 2008 pretende aumentar o número de participantes, com maior destaque para os participantes a nível nacional.
Não há dúvidas que a FACIM constitui uma "montra" para parcerias entre homens de negócios nacionais e estrangeiros, numa altura em que na SADC já vigora a zona de comércio livre, o que vai provavelmente criar novos ciclos económicos na região.
A Q&A considera que a FACIM 2007 superou as expectativas em relação ao ano anterior com 860 expositores que ocuparam uma área de 16000 metros quadrados, cerca de 41.000 visitantes e a expectativa de 17,9% no aumento do volume de negócios gerados, que deve atingir 600US$ milhões.

Fontes da Organização indicam que os melhores expositores serão galardoados nesta 44ª Edição da FACIM.
Estes são dados que existem, mas é preciso recordar que muitos pensaram que a 43ª Edição da FACIM em 2007 fosse a última nos moldes físicos em que o recinto da Feira de encontrava. Projectou-se a reabilitação das instalações da FACIM para tornar o local mais atractivo para os expositores, no entanto não se sabe porque é que a reabilitação da FACIM não arrancou, mas certamente deve ser devido a questões financeiras ou de tramitação.
Mas é preciso reter que muitos investidores procuram espaços mais atractivos, com uma maior dinâmica que vá de acordo com a imagem que pretendem transmitir dos seus produtos. A FACIM tem uma estrutura e um design fabricado há mais de 30 anos, que actualmente tem alguma dificuldade de responder cabalmente às especificações de uma feira internacional de gabarito.

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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Fundo de Iniciativas Locais - os 7 milhões


Não há dúvidas de que os 7 milhões de meticais alocados aos desenvolvimento dos Distritos em Moçambique, através do Fundo de desenvolvimento Local, constituem uma forte alavanca para que ao nível local se façam sentir os efeitos da descentralização que o governo Moçambicano está a levar à cabo e se criem condições para o incremento do rendimento disponível dos cidadãos residentes nas zonas rurais.

Por outro lado, não é menos verdade que o fundo de desenvolvimento local de Moçambique constitui um fenómeno novo o que causa dificuldades inerentes à sua gestão por parte dos agentes envolvidos na utilização dos 7 milhões, nomeadamente os Governos e Conselhos Consultivos distritais (CCD´s) e locais e os beneficiários de empréstimos. Este fundo, ainda considerado por muitos analistas como algo novo no seio dos Moçambicanos, ainda está por alcançar o nível desejado do ponto de vista de gestão e de produção de resultados ao nível dos distritos.

Logo após a aprovação deste fundo, e com a criação dos CCD, órgãos constituídos por pessoas influentes ao nível Distrital, que deliberam sobre a aprovação ou não de empréstimos para levar à cabo projectos de investimento ao nível do Distrito, muito pouco se sabia ao nível distrital sobre como utilizar aqueles 7 milhões de meticais. Esta situação, que estava aliada à fraca capacidade de formação dos CCD´s em termos de análise e gestão de micro-projectos de investimento, levou a uma situação em que foram alocados valores para fins diferentes, nomeadamente a construção de escolas, centros de saúde, casas de administradores distritais, reabilitação de ruas, construção de pontes, combra de mobiliário diverso, etc.

Estas iniciativas não eram de todo más para os Distritos, mas constituiam uma má alocação dos fundos pois o Governo Central já prevê orçamentos anuais para estas iniciativas acima descritas. Foi necessário investir na formação dos membros dos CCD´s em matérias ligadas à gestão dos fundos. Foi igualmente necessário que o Chefe do Estado, ARMANDO EMÍLIO GUEBUZA, durante a Presidência Aberta que efectua anualmente, circulasse pelo País com um discurso de educação aos órgãos locais. Em 2007 o Presidente da República andou pelos distritos a explicar à população que o Fundo de Desenvolvimento Local não era senão para a PRODUÇÃO DE COMIDA E DE TRABALHO. Esta mensagem , por incrível que pareça, comecou a ser melhor compreendida após a Presidencia Aberta de 2007 e o cenário de gestão e utilização dos 7 milhões mudou de figurino, com maior prioridade para a produção de comida e geração de postos de trabalho.

Actualmente surge um novo dilema: os empréstimos concedidos aos produtores de comida e postos de trabalho estão a registar reembolsos muito aquem do desejado. Isto significa dizer que as associações solicitam junto do CCD empréstimos para levar à cabo iniciativas, mas depois a capacidade de devolução dos valores é fraca, o que dificulta a concessão de novos empréstimos. Mas o problema de fundo é que as pessoas e associações que pediam empréstimos provavelmente não tinham consciência clara da necessidade de reembolso.

Mais uma vez em Presidência Aberta 2008, o Presidente Armando Guebuza volta ao moçambique real, aos distritos, para mais uma vez explicar aos Moçambicanos que O DINHEIRO DOS 7 MILHÕES É PARA SER DEVOLVIDO e que DINHEIRO NÃO SE DÁ. Mais uma vez a voz de comando da Nação tem que deslocar-se às bases para fazer passar uma acção de formação em gestão de finanças que podia ser prefeitamente feita ao nível provincial ou mesmo distrital.

Isto também demonstra a necessidade de os Moçambicanos ganharem uma maior consciência sobre o ramo empresarial e financeiro. O empreendedorismo não é apenas parte de discursos dos grandes políticos e empresários mas deve ser transmitido a todos os Moçambicanos da mesma maneira e intensidade que se fala da auto-estima e do combate à pobreza.

A minha grande expectativa é que no próximo ano 2009 o Presidente Guebuza tenha que visitar o País para fazer o balanço de um mandato de governação que estará no fim, e não para dizer que o valor dos 7 milhões devolvido não é lucro de ninguem, mas para ser reinvestido noutras iniciativas locais.

Imagem tirada aqui
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sexta-feira, 25 de julho de 2008

GESTAO ESTRATEGICA - FAZER DO EMPREGADO O PRINCIPAL CLEINTE*

FAZER DO EMPREGADO O PRINCIPAL CLEINTE DA EMPRESA*
Sobre uma realidade no mundo empresarial

Por: Bruno Almeida - Consultor

Todos os dias ouvimos dizer que o nosso PIB cresceu em tanto porcento. Claramente que tudo tem uma razão de ser… e hoje venho aqui para falar da necessidade de valorizar os factores responsáveis por este crescimento.

Como economista teria que associar este factor ao investimento directo estrangeiro, redução das importações, surgimento de novos postos de trabalho, incremento das exportações “oxalá fosse do nosso caju”… Mas como Gestor e líder não posso parar por ai, tenho que ir mais longe, existe um recurso que deve ser sempre objecto de análise em todas as vitórias por nós alcançadas, o executor “HOMEM”

Quem nunca ouviu ou leu frases como as que se seguem:
“…. Vestir a camisola…”
“A imagem de uma organização é o rosto dos seus Empregados”
… E tantas outras que se fosse para citá-las levaríamos “uma eternidade”
Eis a explicação
Nos dias de hoje, de qualidade total e de competição sofisticada, o recurso essencial para criação de riquezas/poder/liderança é a informação. O que muitas organizações estão a perceber é que não basta tratar bem o cliente que vem a procura de seus produtos ou serviços. Encarar o empregado como um cliente interno, proporcionando sempre a sua satisfação e bem-estar, é hoje uma regra básica em qualquer Organização preocupada em aperfeiçoar a sua capacidade de competir.
Um exemplo claro de Organizações que se aperceberam deste factor, são os partidos políticos, em que viram a necessidade de transformar seus membros/militantes em aliados na luta para agradar, manter e atrair novos membros (clientes).
Caros empresários sigam exemplo, com os que movem massas, valorizam pessoas, descentralizam o poder e olham o factor humano como a chave para eficiência e sucesso.
Estas mudanças não são só para nós no 3º mundo, os “hiper desenvolvidos” já se aperceberam disso e estão trabalhando nesse sentido.
Em qualquer País, à medida que a concorrência se torna mais dura, fica cada dia mais difícil fazer produtos totalmente diferentes, já que qualquer inovação é imitada por outras empresas. Dessa forma, os empregados tornam-se os maiores aliados, ou seja, não são transformados em algo que eles não são, mas sim, tirar deles o melhor que possuem.
Imaginem se as nossas empresas investissem na criação de um ambiente onde o empregado é tratado como cliente preferencial, de modo a estimular um sentimento de cumplicidade – “o vestir a camisola”, não receberíamos esses e-mail semanais de desabafo dos trabalhadores como vemos vivendo, desde que a Internet deixou de ser luxo para os menos favorecidos (bem hajam forças que continuemos atrás das tecnologias).
Claro que esta prática (que chamamos Marketing Interno ou Gestão Estratégica de Recursos Humanos) como qualquer outra, tem os seus custos e neste sentido algumas práticas são identificadas, modificando posturas dos gestores e objectivos empresariais.
Uma empresa só vai transformar o mercado, só vai conquistar clientes, só vai fidelizá-los, se todo o pessoal interno entender qual é o seu papel neste processo e perceber que, se ocorrerem erros, quem vai perder são eles.
Portanto, invistam nos seus colaboradores, dêem lhes autonomia, poder de decisão, porque quem ganha com isso é a Organização como um todo. O empregado motivado é que atende as necessidades e supera as expectativas dos clientes. Não pensem vocês que a motivação vem só dos bons salários, é necessário ter:
Política de Remuneração: Salários e Benefícios;
Possibilidade de tomada de decisão, liberdade e autonomia
Oportunidade de carreira: gestão de desempenho e possibilidade de crescimento;
O empregado deve ser incentivado a resolver problemas. Ele só não vai resolver se for um problema que ele não sente segurança para tal. Os gestores de sucesso querem que todos resolvam os problemas, porque se assim não for, primeiro, acumula tudo em um só e, segundo, o problema demora a ser resolvido.
Dedicado a todos aqueles que não têm tido tempo de espreitar pelo buraco do conhecimento das evoluções no mundo empresarial e para todos os que aspiram pelo conhecimento e aprendizado contínuo.
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* Titulo adaptado; texto original do Jovem Consultor empresarial Mocambicano Bruno Almeida

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domingo, 20 de julho de 2008

MOZ Economia – entre ser estagiário e mendigo !!

Adaptado de um email recebido.

Interessante análise dos fatos à luz da administração / gestão de negócios; ou da geração prática de grana, mola, taco, dinheiro! Não sei se é para rir ou para chorar...


1. Um semáforo ou sinal de trânsito comum muda de verde para vermelho, em média, a cada trinta segundos (trinta segundos ele fica vermelho e outros trinta no verde);

2. Desta forma, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para pedir e conseguir 1 MT, o que dará 60 MT por hora (60 minutos x 1 = MT 60,00);

3. Caso o mendigo “trabalhe” o que trabalha um empregado comum, 8 horas por dia e 25 dias por mês, em um mês conseguirá 12000 meticais (25 x 8 x 60 = MZM 12.000,00);

Meu Deus! Será que as contas estão malucas? Será isto um absurdo?Analise e Veja se é Possível
  1. Conseguir 60,00 MT por hora parece ser bastante razoável para quem está no semáforo, já que, quem dá dinheiro aos mendigos muitas vezes dá mais que 1 Mt, às vezes, dá 5 ou 10 Meticais e até notas de 20 ou 50 Mt;

  2. Mas, vamos supor que o mendigo consiga somente a metade do que pensamos, ou seja, 30 MT por hora. Com isto ele teria 6000.00 Mt no fim de cada mês, que é mais do que o salário mensal de muitos estagiários;

  3. Tem mais. Quando o mendigo consegue uma nota de 20,00 Mt (e acontece!), ele pode se dar ao luxo de repousar tranqüilamente debaixo de alguma árvore por mais algumas mudanças do sinaleiro de trânsito, com o detalhe de que nenhum chefe vai encher o seu saco por causa disto.;
Bem, até agora, é tudo teoria. Como seria no mundo real?

  1. Tendo em vista as intrigantes informações obtidas até agora, fui entrevistar um profissional do ramo, uma senhora que pede esmolas num semáforo perto do Cinema Xenon. Perguntei quanto ela ganhava por dia. Você consegue imaginar o que ela respondeu?

  2. As conclusões anteriores estão quase certas. A mendiga disse que ganha entre 30 a 40 Meticais. Vamos dizer que sejam 35 por hora, que (com 25 dias por mês) da uma renda mensal de quase 7.000 MT/Mês. O detalhe importante é que ela falou que não precisa ficar lá 8 horas por dia para conseguir este valor.

Sintetizando ou resumindo a história:

Senhores estagiários, fica comprovada a melhor viabilidade do ramo da mendicidade frente ao trabalho como estagiário. Portanto, larguem já esta porcaria mal remunerada que estão fazendo e corram para disputar as vagas no semáforo ou sinaleiro mais próximo
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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Rabiscos sobre a Faculdade de Economia da UEM

Hoje decidi escrever um pouco sobre a faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane. Não para trazer um novo debate académico, mas para rabiscar sobre aquela faculdade, desde os caloiros, que nos primeiros anos de faculdade deparam-se com a inesquecível Professora de Economia, a Dra Maria Isabel Munguambe, um exemplo de dedicação ao ensino metódico que a academia Moçambicana devia seguir, dentre tantos outros por este País.

Também passei pelas mãos da Dra Isabel Munguambe, na qualidade de estudante. Uma professora de mão cheia. Foi minha professora de Introdução à Economia Política. Quem já passou pela Faculdade de Economia da UEM na época do pós independência anos deve compreender o facto de eu começar este rabisco citando a Dra Isabel Munguambe.

Mas também não se pode passar pela faculdade de economia e não conhecer nomes de economistas professores como o Dr. Salomão Munguambe, Ex-Ministro das Finanças do Governo Moçambicano, o Dr. Lourenço Veniça de Introdução à Gestão, o Dr Angelo Macuacua, que foi meu professor de Contabilidade e actualmente é Vice-Reitor da UEM, a Dra Miquelina Menezes, actual Presidente da Associação Moçambicana de Economistas, o Dr Carlos nuno Castel-Branco, Pesquisador que dirige actualmente o IESE, Constantino Marrengula, actual Director para a docencia da Faculdade de Economia, Armindo Nhabinde, docente de economia monetária, Domingos Muconto, entre outros que se destacam pelo trabalho que vão realizando na em prol do economista do futuro.

Não me esqueci dos Drs Artur Gobe, Gildo, Neves, Manoela Sylvestre, Paulo Mole (Econometria) e do Dr José Chichava (economia de moçambique ufff...tão fácil mas tão difícil). Também encontras-te com eles lá na faculdade.

Quem passar pela faculdade de economia da UEM vai cruzar-se com esses professores e outros durante a sua "estadia", vai também saborear a Biblioteca da Faculdade (agora há uma biblioteca Central, na foto), que lá vai tentando facer face à demanda de manuais pelos estudantes. Tem também lá um núcleo de Estudantes, o NEFE, do qual eu fui um dos membros fundadores e Primeiro vice-Presidente do Núcleo, que na altura tinha como Presidente o José Macoola Cossa.

Ainda há muito por fazer para os estudantes no campo da investigação e pesquisa, das actividades extra-curriculares, das parcerias com instituições economicas e financeiras na área de estágios e inserção no mercado de trabalho de formandos, na realização de intercâmbios estudantis com outras instituições.

Do ponto de vista da docência, tal como em várias faculdades e universidades deste País, ainda nota-se algum fraco aproveitamento escolar em algumas cadeiras, não se sabe se por metodologia de ensino ou, como dizem alguns, porque os estudantes estão cada vez mais preguiçosos.

Enfim, é o primeiro rabisco sobre a faculdade de economia da universidade eduardo mondlane, oportunamente irei continuar com este rabisco sobre aquele local ... vale a pena falar dele !!

Bem haja faculdade de economia da UEM!!!


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domingo, 13 de julho de 2008

ESTRATÉGIA DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL ESTÁ A FALHAR !

Se um País tem uma estratégia de emprego e formação profissional a falhar, significa que existe uma perspectiva futurista bastante preocupante, tanto do ponto de vista de redução dos índices de desemprego, principalmente para os jovens, tanto de cumprimento daquilo que é uma das apostas do Presidente Armando Guebuza que é a criação da riqueza por via do empreendedorismo e do auto-emprego.

Recentemente a Sra Abiba Tamele, Directora do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional de Moçambique (INEFP), veio a público afirmar que a estratégia de emprego e formação profissional de Moçambique está a falhar.

O Problema afecta a milhões de Moçambicanos. Os jovens formam-se nas escolas técnico-profissionais e não encontram postos de trabalho, não têm facilidades de acesso ao crédito para iniciar uma actividade económica, e geram-se casos de criminalidade e outros males sociais. O empreendedorismo juvenil em Moçambique está “encravado” pela falta de uma “alavanca” financeira subsidiada.

O INEFP já reconheceu que a estratégia de emprego, uma das principais preocupações dos Moçambicanos, em particular os jovens, está a falhar, o que já representa um passo importante para alterar o cenário. Passam-se cerca de 2 anos deste o lançamento desta estratégia que vai até 2015, o que pode permitir que o governo Moçambicano ainda tome em consideração a alteração deste cenário.

O INEFP devia encomendar um estudo para apurar dados que lhe são necessários para o seu trabalho. Moçambique precisa de ter uma informação estatística eficiente sobre o mercado de trabalho. Ninguém sabe dizer ao certo qual é a taxa de emprego ou desemprego em Moçambique ou quando é que se fez um estudo completo sobre o mercado de emprego em Moçambique.

Um instituto de emprego deve ter ao menos uma relação de instituições de formação técnico-profissional existentes no País e a capacidade de anualmente obter dados sobre a disponibilidade de novos formados em diferentes áreas técnicas para, dai saber que necessidades o País tem em termos de formação profissional.

Pode também ser criado um sistema de gestão que permita que todas as admissões ao mercado de trabalho pelo Governo e sector privado sejam reportadas ao Ministério do Trabalho e INEFP, de modo a que haja mais dados sobre quantas pessoas entram para um novo posto de trabalho em Moçambique.

Descentralizar a área de formação Profissional

Um dos maiores problemas que o INEFP actualmente enfrenta é o facto de o Instituto, consciente da sua capacidade de formação de técnicos, ainda não assumiu a descentralização da área de formação profissional que lhe compete, facto que representaria uma mais-valia para aquela instituição.

É importante que o INEFP estabeleça parcerias com instituições de formação técnico-profissional e que estas efectivamente desempenhem um papel chave na formação profissional ou ainda, como muitos defendem, é preciso que o INEFP passe a responsabilidade desta ares, sob forma de acordo de parceria, a uma outra instituição que possa faze-lo sendo subsidiada pelo estado.
Os números que anualmente são divulgados relativos à formação profissional do INEFP são ínfimos do ponto de vista das necessidades do País, e esse cenário tem que ser alterado.

O Desemprego nos jovens

A falta de dados estatísticos fiáveis sobre o emprego não permitem uma boa análise desta situação em Moçambique, mas pode-se afirmar categoricamente que mais de 50 % dos jovens Moçambicanos não têm um emprego formal, percentagem essa que vem aumentando nos últimos anos.

Por isso recomenda-se às autoridades da tutela a realização de um estudo da situação do jovem no mercado de trabalho em Moçambique, que pode juntar esforços do Instituto Nacional de Estatística (INE), do INEFP e do Próprio Ministério da Juventude e Desportos (MJD).

Ninguem discutiria tanto se num estudo se chegasse a conclusão de que uma parte significativa dos jovens Moçambicanos vive em condições de pobreza absoluta, com enormes dificuldades para estudar e trabalhar.

O esforço feito em Moçambique em termos de políticas públicas que beneficiem a juventude apresentam resultados que ainda se mostram insuficientes para gerar novos postos de trabalho e o segmento juvenil é o mais afetado por essa situação. É preciso que se mude este cenário.

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terça-feira, 8 de julho de 2008

Assembleia Geral Extraordinária na AMECON

AMECON
ASSOCIAÇÃO MOÇAMBICANA DE ECONOMISTAS

Rua Mateus sansão Muthemba, n° 452, R/C – Maputo – Moçambique
Telefone n° 21 485307 – Fax: 21 492739 – Email:
amecon@tropical.co.mz


CONVOCATÓRIA


São por este meio convocados todos os membros da AMECON – Associação Moçambicana de Economistas, para a Assembleia Geral Extraordinária a ter lugar no dia 08 de Julho de 2008, pelas 17:30 horas, na sede da AMECON, sita na Rua Mateus Sansão Muthemba, n° 452, R/C, com a seguinte ordem de trabalhos:

1. Eleição de Novos Corpos Sociais para o biénio 2008 - 2010;
2. Diversos.

Se até meia hora depois da hora marcada para o início da Assembleia não houver quorúm a mesma será realizada com o número de membros presentes.


Maputo 03 de Junho de 2008

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O Presidente da Mesa da Assembleia
Joaquim Ribeiro de Carvalho
ADENDA: A Assembleia Geral da AMECON ficou adiada para o dia 17 de Julho de 2008, em Maputo.

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sábado, 5 de julho de 2008

Não é verdade que jovens Moçambicanos podem vender o País !

Sou membro da OJM e não concordo que os jovens Moçambicanos, nem da OJM muito menos da FRELIMO possam em algum momento vender o País caso assumam a liderança.
Vejo a opinião do General António Hama Thai na entrevista que concedeu ao semanário MAGAZINE INDEPENDENTE num outro prisma. Respeitando as diferentes opiniões expressas sobre o assunto, acho que o General acabou chamando atenção à Juventude Moçambicana em Geral sobre a necessidade de se unirem esforços para fazer face ao futuro de Moçambique.

Digo isto porque surgiram várias vozes insurgindo-se contra Hama Thai, e apontando algumas lacunas que o País precisa de eliminar, como por exemplo a corrupção.

Os jovens da FRELIMO são aos milhares por este Moçambique, e pessoalmente nao concordo que se relegue a opinião do General à Juventude da FRELIMO, porque isto mais uma vez demonstra uma fraqueza de alguns círculos de Jovens de assumir confrontações, atirando a responsabilidade a outros jovens, o que em nada ajuda para uma geração que se pretenda unida. Hama Thai referiu-se aos Jovens e logo a seguir surgiram alguns a dizer: Ele não estava a falar de nós, estava a falar dos jovens da FRELIMO e da OJM. Isto demonstra que nós jovens ainda temos algum caminho a trilhar para que sejamos mais unidos.

Que jovens a OJM tem diferentes dos outros Jovens Moçambicanos? Tal como em todo Moçambique a OJM tem no seu seio jovens filiados desempregados, professores, engenheiros, estudantes, juristas, advogados, médicos, empresários e economistas, sociólogos, camponeses e agricultores, pescadores, técnicos vários dos sectores público e privado, académicos, jornalistas, religiosos, desportistas, artistas e outros.

Eu acho que as juventudes partidárias são importantes e é importante que a OJM continue a trilhar pelos caminhos que trilha, procurando melhorar a sua inserção na sociedade claro, e também os Partidos da Oposição Moçambicana incentivem à criação de ligas ou organizações juvenis nos seus partidos pois não sabemos da existência nem da actividade delas.

Estas afirmações de Hama Thai dirigem-se aos Jovens Moçambicanos, organizados ou não, partidários ou não. Por isso o que a nossa geração deve fazer é demonstrar que há um legado a ser deixado, e o diagnostico da Juventude aponta desafios e questões pontuais muito acima de uma mera discussão sobre pessoas como o General Hama Thai ou o Secretário Geral da OJM José Patrício, com todo o respeito que nutro por essas figuras.

Pobreza, Desemprego, Vias de acesso, cidadania, HIV-SIDA, crescimento económico entre outros são questões nas quais a juventude pode dar a sua contribuição de forma mais significativa.

A nossa geração está melhor preparada em relação à geração de 1964 que libertou o País, do ponto de vista de formação, de oportunidades, e mesmo do contexto em que o País se encontra para dar uma excelente contribuição para o desenvolvimento, a nossa única desvantagem é que ainda falta-nos uma coisa muito importante que aquela geração tinha, a UNIÃO ENTRE OS JOVENS MOÇAMBICANOS em torno de uma causa comum.

PAZ E MUITA UNIÃO
Para frente é o caminho !!
Um abraço
Foto: Timbila Muzimba , jovens que "vendem" Moçambique além fronteiras.

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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Relatório de crescimento económico de Michael Spencer

O Relatório de crescimento económico mundial, que aborda estratégias para o desenvolvimento inclusivo e sustentável, virado para questões do rápido crescimento sustentável e equitativo dos países em desenvolvimento, está disponível.

Michael Spence, prêmio Nobel de Economia dirige em coordenação com Danny Leipziger, vice-presidente do Banco Mundial, a CGD (The Commission on Growth and Development ), órgão que publicou (em 21/05/08) este relatório , que procura indicar um conjunto de políticas capazes de colocar países em desenvolvimento em uma trajetória de desenvolvimento rápido e sustentável. Segundo a CGD, mercados competitivos, adesão a mercados globais, liderança, persistência e pragmatismo são indispensáveis para tal, independentemente das peculiaridades de cada país. Entretanto, essas peculiaridades chamam estratégias distintas de desenvolvimento. Para quem está preocupado com os rumos do país, vale a pena dar uma olhada.
De acordo cm esta comissão, um rápido desevlvimento económico não pode ser visto como uma miragem, mas é necessário que haja boas e fortes lideranças cometidas com o desenvolvimento e que estejam em condições de tirar vantagens das dinámicas económicas globais.
As lideranças económicas e empresariais em Moçambique podem obviamente tomar este relatório como uma referência de leitura, que aborda questões ligadasà redução da pobreza e uma série de aspectos que realmente preocupam os actores do desenvlvimento económico e social de Moçambique.

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Porque matérias-primas sobem de preço?

Texto interessante dos bloguistas de economia: Diego Baldusco e Guilherme Stein.
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Perguntem a macro, mas quem responde é a micro:
Porque matérias-primas sobem de preço?

Em meus estudos para Anpec li algo muito interessante no livro de Microeconomia do Varian.Ele me fez pensar:

Em que medida a taxa de juros influência o preço de recursos não-renováveis?

Digamos que você é um daqueles caras com “pano na cabeça”, como tão bem disse o nosso querido presidente Lula a respeito dos Sheiks do oriente médio, e você quer saber quando vale a pena extrair petróleo e quando vale a pena deixá-lo debaixo da terra.Digamos que você espera que o preço do petróleo irá subir no futuro, de tal maneira que o preço de hoje (P0) é menor do que o preço de amanhã (P1).

Será que vale a pena tirar o petróleo agora ou mais tarde?
Bem, a resposta é: vai depender. Depender do que?
Para saber o que fazer, você tem que olhar para taxa de juros relevante.Eis o motivo:Digamos que você tire o petróleo hoje e venda-o ao preço P0. O que fazer o dinheiro obtido na venda? Bem, se você não fizer nada com ele, deixando ele parado no cofre, seria melhor então tê-lo deixado debaixo da terra. Isso ocorre porque, se você não fizer nada com o dinheiro obtido, era melhor ter extraído o petróleo e vendido no período em que ele tinha um preço mais elevado, ou seja, no período seguinte.

Como P0 < P1, consequentemente sua receita, a quantidade de petróleo vezes seu preço (q.P), seria maior no período 1 (q.P0 < q.P1). Nesse caso, você extrai amanhã e não hoje.E quando então faz sentido extrair o petróleo hoje sabendo que o seu preço vai subir no futuro?Ora, só faz sentido tirar ele debaixo da terra quando você conseguir colocar o dinheiro obtido com sua venda em um lugar que irá render tanto quanto for a alta do preço do petróleo. O dinheiro obtido com a venda terá que ser investido em um ativo que renderá tanto quanto o ativo entitulado “Petróleo debaixo da terra”.

A condição de igualdade seria:

P0(1+r)=P1

Ou seja, o preço do petróleo agora, multiplicado por uma taxa de juros, deveria valer tanto quanto o preço do petróleo no futuro.Mas e o que isso tudo tem a ver com a alta no preço das commodities?

Bem, pela equação acima, podemos ver que, se a taxa de juros não for alta o suficiente para render o que o produtor de petróleo obteria ao deixar seu petróleo debaixo da terra, então ele não irá produzir petróleo!

O que acontece hoje é que a taxa de juros mais relevante para a economia mundial, taxa de juros americana, está em um patamar muito baixo, tanto em termos reais como nominais, e por isso, os ativos financeiros estão com um rendimento muito baixo. O rendimento é tão baixo que não vale a pena extrair petróleo agora para vendê-lo, aplicando o dinheiro obtido no mercado financeiro.

A expectativa de alta nos preços do petróleo, faz com que os produtores só queiram vender petróleo agora se a taxa de juros real compensasse a valorização que essa commodity terá. Como isso não acontece, todo mundo segura o petróleo debaixo da terra.Isso vale não só para o petróleo, mas também para qualquer tipo de commodity não-renovável.

Por isso que mesmo que os estoques de minerais e petróleo não estejam subindo, isso não quer dizer que a teoria não é verdadeira. Talvez os produtores simplesmente estejam reduzindo a oferta do produto, eliminando o “middle guy”.

A política monetária expansionista do FED deve ser, portanto, um dos culpados pela explosão no preço das matérias-primas.
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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Gasolineiras pretendem aumentar preços de combustíveis em Moçambique

O Gráfico acima, publicado no The Economist, mostra a evolução do preço do petróleo no período compreendido entre 1970 e o presente ano. Estimando a preços de 2003, estamos a atingir os picos registados na crise petrolífera do final dos anos 70.
Ainda não existem argumentos que convençam que a alta dos preços do petróleo não veio para ficar, mesmo com as tentativas de vários agentes de alterarem o cenário por meio de especulação ou acções de curto prazo sem uma perspectiva a medio ou longo termo. Será que alguma economia, principalmente as economias africanas, estão em condições de contrariar esta "flexibilidade da China e da Índia" no mercado mundial a curto ou médio prazo ?
Deixemos isso para o fazedores de políticas económicas, mas é preciso assegurar que sejam tomadas medidas estruturais, como por exemplo, o aumento dos impostos, o que pode fazer durar mais o petróleo e estimular energias alternativas (Moçambique já apontou a cana-de-açucar como uma fonte). Essa receita é muito forte, mas o efeito da sua não aplicação, dado o actual cenário pode ser ainda mais agravante.
Primeiro foi o preço de combustíveis que disparou em Moçambique, depois os transportadores acharam que deviam ajustar os preços dos transportes, seguidamente houve uma forte reacção dos consumidores (5 de Fevereiro) recusando os preços, alegando baixos salários, o que levou os policy makers (Governo) a travarem o aumento através de subsídios aos transportadores. A seguir o Governo trouxe mais uma medida de ajustamento salarial para melhorar a situaçao. Mas agora recentemente em Moçambique as gasolineiras vieram à público anunciar que pretendem ajustar (aumentar) os preços dos combustíveis e já informaram ao Governo da Sua pretensão.
Por este andar, corremos o risco de entrar novamente neste ciclo vicioso causado pela tomada de medias de curto prazo, quando efectivamente Moçambique necessita de medidas mais estratégicas e com uma visão de longo alcance para fazer face a estes cenários económicos internacionais.


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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Autoridade Tributaria de Moçambique - Receitas Fiscais via impostos

Seguem-se alguns rabiscos e notas sobre uma Entrevista que o responsável do Gabinete de Estudos da Autoridade Tributária de Moçambique (ATM), Herminio Siueia, concedeu recentemente à Televisão de Moçambique:

Em linhas gerais, a Autoridade Tributária de Moçambique, que tem na manga o seu plano Estratégico 2008-2010, e o grande objectivo de simplificação dos procedimetos do processo de tributação em Moçambique, aponta que as receitas tributárias em moçambique constituem cerca de 15% do total do PIB em Moçambique, com uma previsão de incremento de 0.5% ao ano. Nos países da região austral de áfrica, as receitas tributárias representam 19 a 20% do PIB.
Num País cujo número de contribuintes é de cerca de 630.000, ainda há um trabalho a se fazer, segundo Siueia, para o alargamento da base tributária pois destes 630.000 uma pate são contribuintes individuais e outra (que representa o maior bolo) são o contribuintes colectivos. Estes números num país com cerca de 20milhões de habitantes são bastanteinsignificantes e um dos desafios do Governo na área fiscal é a inversão deste cenário e o alargamento da base tribiutária, ou seja, inscrever mais contribuintes detro do sistema.
Uma questão que se coloca para reflexão é: será que os Moçambicanos não estão a aderir ao sistema fiscal ou o Estado é que ainda está numa fase de criação de capacidades para o efeito ?

Um outro ponto interessante trazido ao debate refere-se às isenções fiscais àlgumas actividades económicas, uma questão baste coplexa que ainda gera debates entre os fazedores de políticas fiscais em Moçambique. Por um lado existem os incentivos ao Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Moçambique que são necessários à economia e que geram emprego e crescimento económico, mas por outro lado está a pequena e média classe empresarial Moçambicana que tenta emergir e procura incentivos fiscais num contexto em que os policymakers determinam o empreendedorismo como uma palavra de ordem para a geração de riqueza.
No debate da TVM falou-se também sobre a transparência interna no sistema: e o Director Herminio Siueia disse: estamos cientes que a corrupção existe no sistema tributário. Assumiu a existência de algum poder discriccionário do funcionário e que a sua instituição está a fortalecer o Gabinete de Controlo Interno onde se tratam essas irregularidades.

Sobre a Integração regional, a fronteira única, modelo que se pretende estender a todas as fronteiras terrestres de Moçambique, será um grande ganho pra região e a grande vantagem é a comodidade que esta abertura trás para o contribuinte. Os funcionários das alfândegas de diferentes países, trabalhando juntos poderão reduzir as fraudes fronteiriças.

Muitos outros aspectos ligados à tributação fram abordados naquele debate, mas o mais importante que se pode depreender, e pelos dados oficiais do Ministério das Finanças (MF), do Banco de Moçambique (BM) e do Instituto Nacional de Estatística (INE), é que o Estado Moçambicano ainda tem um longo caminho a percorrer para que o sistema de administração financeira do Estado seja efectivamente flexível e isto passa pelos passos que já foram dados, um dos quais foi a criação desta autoridade tributária, e pelos passos que e seguem dentre os quais o alargamento da base tributária, a questão d facilitação dos procedimentos fiscaise aduaneiros, uma maior transparência no sistema, o combate à corrupção e a maior integração das políticas e programas fiscais e tributários.

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domingo, 18 de maio de 2008

Instituto de Estudos Sociais e Económicos

Nas minhas buscas encontrei este link interessante, para aquels que se interessam pela economia. É o website o Instituto de Estudos Económicos e Sociais (IESE), um link com muitas ferramentas importantes para análise económica e social. Bem haja IESE !!


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terça-feira, 13 de maio de 2008

Reunião do BAD em Maputo

Realiza-se em Maputo de 14 a 15 de Maio próximo a Reunião Anual do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), uma plataforma onde irão a debate alguns dos principais assuntos ligados a economia Africana, mais concretameneno que toca aos financiamentos ao desenvolimento, à gestão da eventual crise alimentar mundial, as alterntivas entre o investimento em pequnas e médias empresas ou nos conceituados mega-projectos de desenvolvimento africano.
As finanças rurais vão também ser objecto de análise nesta reunião do BAD, um dos grandes problemas que o continente enfrenta é a fraca poupança e investimento nas zonas rurais, aliádo ao fraco crédito ao sector agrícola, o que faz com que a agricultura não tenha um suporte institucional muito forte. Isto faz-nos relembrar os os "agricultral household models", ou seja modelos de agricultura familiar, onde os produtores são simultaneamente empregados, consumidores e empresários na mesma propriedade, mas a sua eficiência depende muito dos excedentes agrícolas e de uma série de factores como as finanças rurais, os incentivos, etc.
O jornal noticias refere que o BAD decidiu que parte da distribuição dos seus resultados líquidos deverá ser alocada para a aquisição de fertilizantes, num esforço visando incentivar o incremento da agricultura, em virtude de os países do continente estarem a sofrer os efeitos da crise internacional de alimentos.
Mas o que realmente osafricanos gosariam é de melhorar as suas possbilidades de consumo, de poupança e investimento, o acesso ao crédito principalmente virado para agricultura. O Povo africano, na sua maioria, provavelmente nem sabe muito bem para que serve o BAD e qual é o efeito que esses encontros vão produzir nos seus bolsos, por isso os analistas, economistas e financeiros do continente africano devem se preocupar mais em soluções que afectem positivamente o bolso, a renda disponível dos cidadãos africanos.
O Governo Moçambicano não se pode queixar muito a esse respeito. O Fundo de desenvolvimento local (os 7 milhões de meticais que são alocados aos distritos de Moçambique) constitui uma primeira iniciativa tomada ploGoverno de Armando Guebuza. Pese embora a princípio não se soubsse ao certo o que fazercom o dinheiro e como gerí-lo, o valor foi alocado, estava lá, na posse do Distrito. Depois gradualmente foram-se compreendendo as formas e fins de utilização do valor.
Portanto, o Governos africanos, em alguns momentos devem ser mais interventivos na economia, mas intervenções que visem assegurar que as economias crescam, o que de certo modo contraria algumas correntes de pensamento económico.

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

MOCAMBIQUE DEVE ADOPTR A ESTRATEGIA MALAWIANA PARA ESTANCAR O CRESCENTE CUSTO DOS CEREIAIS NO MUNDO

Segue-se um artigo interessante do Jornalista Gustavo Mavie, da Agência de Informação de Moçambique (AIM), onde retrata a opinião do economista Jeffrey Sachs sobre a crise alimentar mundial.
------------------------------------------------------------------------------------------------MOCAMBIQUE DEVE ADOPTR A ESTRATEGIA MALAWIANA PARA ESTANCAR O CRESCENTE CUSTO DOS CEREIAIS NO MUNDO
Por Gustavo Mavie, da AIM, em Sao Paulo Sao Paulo,
06 Mai (AIM) - O Malawi é, por incrivel que pareca, de acordo com o conceituado economista norte-americano Jeffrey Sachs, o único país da SADC e do resto do mundo que está a escapar ao impacto negativo da crescente subida dos precos dos cereais no Mundo, porque o seu Governo criou um fundo de apoio aos seus camponeses e farmeiros, a tal ponto que em apenas um ano duplicaram as suas colheitas.
Num estudo que fez, cujas conclusoes o inspiraram a escrever um artigo que publicou na edicao da revista semanal 'Times' que saiu à rua no dia 5 de Maio, Sachs mostra-se tao surpreendido com os resultados que aconselha os governos de todo o mundo a replicarem esta estratégia adoptada pelo executivo malawino, criando-se um fundo mundial, tal como os que se criaram para fazer face a outros problemas mundiais, para apoiar os produtores de cereais de paises potencialmente agricoas como Mocambique, que detem mais de 39 milhoes de de hectares araveis, mas que so aproveita apenas cerca de cinco milhoes.
Sachs destaca que o que faz com que os produtores malawianos tenham sido capazes de duplicar em apenas um ano a sua producao é que, com o financiamento que tem tido do fundo criado pelo seu governo, eles ja conseguem importar sementes melhoradas e outros insumos que antes precisavam sem as poder ter para melhorar a sua producao e produtividade.
Diz que com o fundo, eles agora conseguem comprar equipamento agrícola, como alfaias, e de irrigacao, para alem de fertilizantes que ja podem importar.
Sachs vinca que neste momento o Malawi é mais do que auto-sucficiente em alimentos básicos, e que, por isso mesmo, o resto do mundo devia replicar esta iniciativa do seu governo, principalmente daqueles paises em vias de desenvolvimento como este pequeno pais que tambem tem grandes extensoes de terras potencialmente agrícolas, como é o caso ja referido de Mozambique que, por falta de meios financieros, os seus camponeses nao podem tirar maximo proveito do que as suas machambas podem dar-lhes.
Nesse seu artigo, intitulado 'Act Now, Eat Later' (Age agora e Coma Depois), o economista deixa claro que a dimensao e o impacto negativo que esta crise de cereais basicos está a ter requer que seja encarada com a mesma seriedade e urgencia com que se se estao encarando ou lidando com outros males de escala planetaria, como certas doencas e epidemias, tais como a malaria, tuberculose e SIDA que, como se sabe, acabaram levando os governos de todo o mundo a criarem fundos espciais para o seu combate.
Vinca que a menos que se crie urgentemente um fundo para reactivar a producao da comida ou, ja agora, dos cereais cuja producao está agora a níveis nunca antes vistos nos ultimos decenios, e que por isso estao a ser vendidos aos consumidores a preco de ouro, de nada valerá evitar que as pessoas morram destas doencas ou epidemias, para depois deixá-las padecer lenta mas trágicamente da fome.
SACHS E AS TRES CAUAS QUE ESTAO POR DETRÁS DO DECLINIO DA PRODUCAO ALIMENTAR NO MUNDO
No seu artigo bastante critico aos governos por terem ignorado durante anos os avisos que os peritos vinham fazendo de que o mundo se estava a negligenciar a producao da comida e que isso iria ter como consequencia a sua falta um dia como esta agora a acontecer, Sachs identifica tres causas como sendo as mais responsaveis por esta crise que nao so podera matar milhoes de pessoas, como ja esta a causar uma grande instabilidade politica, que tem o seu expoente maximo numa serie de levantamentos populares contra esta carestía da vida, que tem se registado a cada dia que passa em varios paises, especialmente nos de pouca renda.
Ainda hoje registaram-se mais motins em varios paises africanos, nomeadamente o que podera reultar num retrocesso dos avancos democraticos que se tem registado desde os anos 90 do seculo passado.
Uma das causas que ele aponta como co-responsavel deste declinio na producao da comida para alimentar os mais de seis bilioes que habitam o Planeta agora é uma cronica baixa da produtividade das farmas que, segundo ele, deriva do facto de que os farmeiros nao tem tido dinheiro suficiente para comprar as sementes melhoradas, bem como fertilizantes e sistemas de irrigacao para que possam ter boas colheitas em cada epoca agricola.
Ele sustenta que o fundo global, que ele propoe seja criado com a maxima urgencia, iria permitir que os milhoes de camponeses recorressem a ele para poderem comprar tais sementes melhoradas e esses fertilizantes e sistemas modernos de irrigacao como esta a acontecer com os do Malawi, para que nao dependam apenas das chuvas que agora sao cada vez mais escassas, devido ao fenonemo do aquecimento global que afecta o mundo.
A segunda causa que Sachs aponta como estando na base da crecente baixa da producao e produtividade de comida no mundo se deve exactamente a essa elevacao das temperaturas, porque tem causado secas ciclicas ate em zonas do globo ou paises onde este fenonemo era totalmente desconhecido pelos seus habitantes.
Diz que a seca hoje é um problema tao presente no continente europeu onde nunca podia se esperar, como o é na Australia que ao longo de seculos era o maior produtor de um dos tres cereiais cuja producao baixou bastante agora, que é o trigo, que tem se reflectido num crescente custo do preco de alguns dos produtos que dele se produzem, como o pao que durante seculos era tido como o alimento dos pobres, mas que agora esta se tornando no dos ricos.
Outro dos produtos que é feito a partir do trigo é a pisa que, como se sabe, é um dos pratos fortes nao so dos italianos como do resto do mundo, mas que tambem esta sendo vendido agora a um preco de ouro na Italia como em varios outros paises, tal como o esta sendo neste momento o arroz mais produzido na Asia e o milho que tem escasseado porque ja é mais destinado a producao do etanol.
A terceira causa que este economista, autor de varias obras de referencia obrigatoria para quem quer entender correctamente a dinamica economica mundial, é a crescente tendencia dos governos ocidentais de recorrerem a alguns cereais, mormente o milho, para produzir o tal etanol, alegando que é um combustível limpo, que evita o agravamento da ja precaria degradacao do meio ambiente. Sachs diz ser um grave erro pegar no milho que devia estar nas mesas de milhoes que agora passam fome e deita-lo em tanques de combustivel para 'alimentar' carros.
Adverte que os governos ocidentais devem por termo imediado à sua politica de subsidiar a conversao do milho em biodiesel, apontando os EUA como o pior país neste caso ao dispender 51 centimos do dólar de cada um dos seus contibuintes para subsidiar este projecto de producao de biodiesel a partir de graos de milho ou de outros cereais que agora fazem uma grande falta à populacao mundial.
Ele diz nao haver razao para se recorrer aos cereais para a producao destes combustiveis, porque ha muitas terras nao proprias para a agricultura, que tem arvores com maior potencial para a producao de biodiesel, como as palmeiras que produzem certas sementes de que se pode extrair esses carborantes que agora se obtem do milho e outros produtos que sempre alimentaram o homem e nao os motores.
Jeffrey Sachs lanca um alerta vérmelho nao so no dominio da producao alimentar, como sobre outras areas que igualmente tem estado a piorar o fardo em que ja milhoes de pessoas vivem, especialmente nos chamados paises em vias de desenvolvimento. Ele diz ser imperioso que os governos adoptem medidas urgentes para resolver outros problemas tao graves como da falta de energia, agua e outros recursos tao vitais mas que se estao tambem e tornar escassos como os cereais, fazendo a mesma proposta de que ha que se criar fundos especificos para se resolver o problema. 'Podemos combater estes problemas a tempo de evitar o pior se agirmos rapidamente', diz, apontando a energia solar como uma das alternativas a que se deve recorrer para se resolver a crise energetica, ao mesmo tempo que encoraja o recurso das placas energeticas para se acopolar nos carros, para que na sua locomocao se use este dispositivo energetico em substituicao do cada vez mais oneroso gasoleo e gasolina.

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quinta-feira, 1 de maio de 2008

1º de Maio Moçambique: Melhores salários para enfrentar alto custo de vida

Estou a acompanhar o desfile dos trabalhadores Moçambicanos, nas cerimónias centrais do 1º de Maio que se realizam na Matola no presente ano.
Por aquilo que se pode observar, em Moçambique as manifestações do 1º de Maio são manifestações pacíficas e de festa. os trabalhadores desfilam, apresentam dísticos, cantam e dançam, mas não deixam de manifestar a sua preocupação em relação aos baixos salários praticados no País, face ao elevado custo de vida.
A Organização dos Trabalhadores Moçambicanos (OTM) fez uma previsão que apontava para a participação de cerca de 17.000 trabalhadores Moçambicanos nestas celebrações, o que não foge muito àquilo que se pode observar na cidade da Matola.
A tónica do discurso da OTM-Central Sindical no presente ano foi de encorajamento aos trabalhadores Moçambicanos para o aumento da produção, para um incremento da produtividade interna no País como forma de fazer face ao elevado custo de vida. A discussão salarial que há poucos dias aprovou uma proposta de aumentos salariais por sectores em Moçambique, que rondam entre os 15% e 30% representa, sem sombra de dúvidas, uma demonstração clara dos esforços do movimento sindical, em particular a OTM, no sentido de melhorar os salários em vigor no País.
António Matabele, economista e Bancário esteve na marcha do Primeiro de Maio na Matola, juntamente com os seus colegas do Banco onde trabalha e deixou uma mensagem idêntica à dos sindicalistas, apelou ao trabalho e disse que era preciso respeitar o gradualismo das coisas. Matabele foi, segundo alguns analistas, um dos unicos "Grandes Patrões" que juntou-se aos colegas para festejar o 1º de Maio. Muitos outros aproveitaram o dia para relaxar...

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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Desemprego em Moçambique

O desemprego constitui um problema sério no seio dos Moçambicanos. Todos os dias milhões de cidadãos sofrem a desilusão de não conseguir um emprego desejado. O Estado Moçambicano têm alguma dose de interferência na economia do País, o que pode estar por detrás dos elevados índices de desemprego. A maior ou menor participação do Estado na economia do país gera é determinante para o deficit público, burocracia, centralização ou descentralização da administração pública ou da economia, corrupção, políticas econômicas por vezes desajustadas e desemprego .

Na Economia existem duas variáveis que podem atuar para aumentar ou diminuir o desempenho da economia: taxa de juros e impostos . O governo Moçambicano utiliza essas duas variáveis para promover o crescimento econômico, e no nosso país a taxa de juro é relativamente "controlada" pelo Banco de Moçambique, no entanto a carga tributária é elevada e consome uma significativa percentagem do PIB, o que contribui para que a economia não tenha um desempenho maior em relação ao que se verifica, e com isso haja maior emprego.

Alguns teóricos da ciência económica consideram que a elevada carga tributária causa desaquecimento econômico tanto na produção de bens e serviços como no consumo, no sistema de créditos e também para se manter um funcionário legalmente registrado conforme as leis trabalhistas de muitas economias . Todas essas duas variáveis (taxa de juros e impostos) são na verdade utilizadas para manter um Estado Glutão, onde os desempregados são vítimas desta política econômica, mantida pelos governos. A Burocracia também é a causa de muitos problemas ligados ao mercado de trabalho pois granded parte das decisões não são coerentes e reais com a realidade econômica, onde os gastos públicos (gatos do Governo) são muitas vezes decididos por via de interesses políticos e não condizentes com o mercado .

A Legislação do Trabalho em Moçambique vai sofrendo alterações a medida em que se afigura pertinente melhorar estas relações laborais, mas persistem enormes obstáculos para um incremento do mercado de trabalho e para a elevação dos salários . Se analisarem-se dados sobre a relação entre impostos, contribuições e benefícios pode-se observar (mesmo empiricamente) que o empregador para mais para o Governo do que para o seu próprio trabalhador.

Este ambiente necessita de mais reflexão, de mais mudanças e, para tal, as mudanças devem ser estruturais. Há quem considere que os impostos devem reduzir, a legislação laboral deve ser mais flexível, enfim, reduzir ainda mais a intervenção do Estado na Economia.

As privatizações, a abertura ao comercio, o fim de controles de preços, dos subsídios à certas empresas estatais e trabalhadores e das restrições reduziram a intervenção do Estado na economia de Moçambique. Contudo essa redução foi limitada. O Estado moçambicano ainda detem bastante influencia sobre decisões de investimento, por meio de grandes empresas públicas, de tarifas de importação (apesar do livre comércio na região agora implementado, que poderá alterar o cenário), tributos e regulações.

No entanto, os mais proteccionistas consideram que o Estado tem um papel bastante importante na regulação e gestão das economias e o intervencionismo deve acontecer. A título de Exemplo, Rui Faustino escreve que "A propriedade privada dos meios de produção é a grande causa de todos os males e calamidades que afectam a humanidade. Enquanto a economia funcionar em função do lucro (pois esse é o mobil dos capitalistas),jamais resolverá as necessidades básicas e prementes dos seres humanos:a maior das quais é ser feliz"



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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Transporte aéreo Moçambique: LAM aumenta frota

A Companhia aérea LAM acaba de adiquirir mais uma aeronave para melhorar a prestação do serviço de transporte aéreo no País. Está de parabéns a companhia por esta aquisição que vai certamente preencher a lacuna que antes existia.
Pena é o facto de a AIR CORRIDOR já não estar a operar devido aos problemas alegadamente técnico-financeiros que aquela companhia observou, e que se foram agravando com o passar do tempo. Se a Air Corridor ainda estivesse operacional seria uma mais-valia.
É importante que haja incentivo, por parte do Governo, para o Surgimento de novas companhias aéreas alternativas em Moçambique pois, onde há concorrência, o consumidor final também sai beneficiado. Mas a concorrência tem que ser leal, tem que permitir que os agentes operem de acordo com as regras do jogo do mercado de transporte aéreo e que não hajam mãos-externas que só pensam nos seus próprios bolsos.
Muitos Moçambicanos de média e baixa renda, com a entrada no mercado de transporte aéreo da Air Corridor, puderam viajar de avião, o que para muitos deles além de constituir um previlégio, constitui um balão de oxigénio nas suas poupanças. A Air corridor, com os preços atractivos que oferecia, levou a que a LAM também reduzisse os preços das passagens aéreas, e quem saiu a ganhar foram os viajantes.
Por outro lado a concorrência ajuda na melhoria da prestação dos serviços, no cumprimento dos horários dos voos, nas relações públicas e no marketing em geral, o que pode não ser totalmente verdadeiro numa situação de competição imperfeita. É preciso que Moçambique tenha um mercado concorrencial e políticas mais desenvolvimentistas de transporte aéreo e terrestre, principalmente no actual contexto de integração de economias regionais e global, sob pena de a própria LAM ficar "abafada" por forças externas.

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