Blog sobre Moçambique

domingo, 18 de maio de 2008

Instituto de Estudos Sociais e Económicos

Nas minhas buscas encontrei este link interessante, para aquels que se interessam pela economia. É o website o Instituto de Estudos Económicos e Sociais (IESE), um link com muitas ferramentas importantes para análise económica e social. Bem haja IESE !!


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terça-feira, 13 de maio de 2008

Reunião do BAD em Maputo

Realiza-se em Maputo de 14 a 15 de Maio próximo a Reunião Anual do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), uma plataforma onde irão a debate alguns dos principais assuntos ligados a economia Africana, mais concretameneno que toca aos financiamentos ao desenvolimento, à gestão da eventual crise alimentar mundial, as alterntivas entre o investimento em pequnas e médias empresas ou nos conceituados mega-projectos de desenvolvimento africano.
As finanças rurais vão também ser objecto de análise nesta reunião do BAD, um dos grandes problemas que o continente enfrenta é a fraca poupança e investimento nas zonas rurais, aliádo ao fraco crédito ao sector agrícola, o que faz com que a agricultura não tenha um suporte institucional muito forte. Isto faz-nos relembrar os os "agricultral household models", ou seja modelos de agricultura familiar, onde os produtores são simultaneamente empregados, consumidores e empresários na mesma propriedade, mas a sua eficiência depende muito dos excedentes agrícolas e de uma série de factores como as finanças rurais, os incentivos, etc.
O jornal noticias refere que o BAD decidiu que parte da distribuição dos seus resultados líquidos deverá ser alocada para a aquisição de fertilizantes, num esforço visando incentivar o incremento da agricultura, em virtude de os países do continente estarem a sofrer os efeitos da crise internacional de alimentos.
Mas o que realmente osafricanos gosariam é de melhorar as suas possbilidades de consumo, de poupança e investimento, o acesso ao crédito principalmente virado para agricultura. O Povo africano, na sua maioria, provavelmente nem sabe muito bem para que serve o BAD e qual é o efeito que esses encontros vão produzir nos seus bolsos, por isso os analistas, economistas e financeiros do continente africano devem se preocupar mais em soluções que afectem positivamente o bolso, a renda disponível dos cidadãos africanos.
O Governo Moçambicano não se pode queixar muito a esse respeito. O Fundo de desenvolvimento local (os 7 milhões de meticais que são alocados aos distritos de Moçambique) constitui uma primeira iniciativa tomada ploGoverno de Armando Guebuza. Pese embora a princípio não se soubsse ao certo o que fazercom o dinheiro e como gerí-lo, o valor foi alocado, estava lá, na posse do Distrito. Depois gradualmente foram-se compreendendo as formas e fins de utilização do valor.
Portanto, o Governos africanos, em alguns momentos devem ser mais interventivos na economia, mas intervenções que visem assegurar que as economias crescam, o que de certo modo contraria algumas correntes de pensamento económico.

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

MOCAMBIQUE DEVE ADOPTR A ESTRATEGIA MALAWIANA PARA ESTANCAR O CRESCENTE CUSTO DOS CEREIAIS NO MUNDO

Segue-se um artigo interessante do Jornalista Gustavo Mavie, da Agência de Informação de Moçambique (AIM), onde retrata a opinião do economista Jeffrey Sachs sobre a crise alimentar mundial.
------------------------------------------------------------------------------------------------MOCAMBIQUE DEVE ADOPTR A ESTRATEGIA MALAWIANA PARA ESTANCAR O CRESCENTE CUSTO DOS CEREIAIS NO MUNDO
Por Gustavo Mavie, da AIM, em Sao Paulo Sao Paulo,
06 Mai (AIM) - O Malawi é, por incrivel que pareca, de acordo com o conceituado economista norte-americano Jeffrey Sachs, o único país da SADC e do resto do mundo que está a escapar ao impacto negativo da crescente subida dos precos dos cereais no Mundo, porque o seu Governo criou um fundo de apoio aos seus camponeses e farmeiros, a tal ponto que em apenas um ano duplicaram as suas colheitas.
Num estudo que fez, cujas conclusoes o inspiraram a escrever um artigo que publicou na edicao da revista semanal 'Times' que saiu à rua no dia 5 de Maio, Sachs mostra-se tao surpreendido com os resultados que aconselha os governos de todo o mundo a replicarem esta estratégia adoptada pelo executivo malawino, criando-se um fundo mundial, tal como os que se criaram para fazer face a outros problemas mundiais, para apoiar os produtores de cereais de paises potencialmente agricoas como Mocambique, que detem mais de 39 milhoes de de hectares araveis, mas que so aproveita apenas cerca de cinco milhoes.
Sachs destaca que o que faz com que os produtores malawianos tenham sido capazes de duplicar em apenas um ano a sua producao é que, com o financiamento que tem tido do fundo criado pelo seu governo, eles ja conseguem importar sementes melhoradas e outros insumos que antes precisavam sem as poder ter para melhorar a sua producao e produtividade.
Diz que com o fundo, eles agora conseguem comprar equipamento agrícola, como alfaias, e de irrigacao, para alem de fertilizantes que ja podem importar.
Sachs vinca que neste momento o Malawi é mais do que auto-sucficiente em alimentos básicos, e que, por isso mesmo, o resto do mundo devia replicar esta iniciativa do seu governo, principalmente daqueles paises em vias de desenvolvimento como este pequeno pais que tambem tem grandes extensoes de terras potencialmente agrícolas, como é o caso ja referido de Mozambique que, por falta de meios financieros, os seus camponeses nao podem tirar maximo proveito do que as suas machambas podem dar-lhes.
Nesse seu artigo, intitulado 'Act Now, Eat Later' (Age agora e Coma Depois), o economista deixa claro que a dimensao e o impacto negativo que esta crise de cereais basicos está a ter requer que seja encarada com a mesma seriedade e urgencia com que se se estao encarando ou lidando com outros males de escala planetaria, como certas doencas e epidemias, tais como a malaria, tuberculose e SIDA que, como se sabe, acabaram levando os governos de todo o mundo a criarem fundos espciais para o seu combate.
Vinca que a menos que se crie urgentemente um fundo para reactivar a producao da comida ou, ja agora, dos cereais cuja producao está agora a níveis nunca antes vistos nos ultimos decenios, e que por isso estao a ser vendidos aos consumidores a preco de ouro, de nada valerá evitar que as pessoas morram destas doencas ou epidemias, para depois deixá-las padecer lenta mas trágicamente da fome.
SACHS E AS TRES CAUAS QUE ESTAO POR DETRÁS DO DECLINIO DA PRODUCAO ALIMENTAR NO MUNDO
No seu artigo bastante critico aos governos por terem ignorado durante anos os avisos que os peritos vinham fazendo de que o mundo se estava a negligenciar a producao da comida e que isso iria ter como consequencia a sua falta um dia como esta agora a acontecer, Sachs identifica tres causas como sendo as mais responsaveis por esta crise que nao so podera matar milhoes de pessoas, como ja esta a causar uma grande instabilidade politica, que tem o seu expoente maximo numa serie de levantamentos populares contra esta carestía da vida, que tem se registado a cada dia que passa em varios paises, especialmente nos de pouca renda.
Ainda hoje registaram-se mais motins em varios paises africanos, nomeadamente o que podera reultar num retrocesso dos avancos democraticos que se tem registado desde os anos 90 do seculo passado.
Uma das causas que ele aponta como co-responsavel deste declinio na producao da comida para alimentar os mais de seis bilioes que habitam o Planeta agora é uma cronica baixa da produtividade das farmas que, segundo ele, deriva do facto de que os farmeiros nao tem tido dinheiro suficiente para comprar as sementes melhoradas, bem como fertilizantes e sistemas de irrigacao para que possam ter boas colheitas em cada epoca agricola.
Ele sustenta que o fundo global, que ele propoe seja criado com a maxima urgencia, iria permitir que os milhoes de camponeses recorressem a ele para poderem comprar tais sementes melhoradas e esses fertilizantes e sistemas modernos de irrigacao como esta a acontecer com os do Malawi, para que nao dependam apenas das chuvas que agora sao cada vez mais escassas, devido ao fenonemo do aquecimento global que afecta o mundo.
A segunda causa que Sachs aponta como estando na base da crecente baixa da producao e produtividade de comida no mundo se deve exactamente a essa elevacao das temperaturas, porque tem causado secas ciclicas ate em zonas do globo ou paises onde este fenonemo era totalmente desconhecido pelos seus habitantes.
Diz que a seca hoje é um problema tao presente no continente europeu onde nunca podia se esperar, como o é na Australia que ao longo de seculos era o maior produtor de um dos tres cereiais cuja producao baixou bastante agora, que é o trigo, que tem se reflectido num crescente custo do preco de alguns dos produtos que dele se produzem, como o pao que durante seculos era tido como o alimento dos pobres, mas que agora esta se tornando no dos ricos.
Outro dos produtos que é feito a partir do trigo é a pisa que, como se sabe, é um dos pratos fortes nao so dos italianos como do resto do mundo, mas que tambem esta sendo vendido agora a um preco de ouro na Italia como em varios outros paises, tal como o esta sendo neste momento o arroz mais produzido na Asia e o milho que tem escasseado porque ja é mais destinado a producao do etanol.
A terceira causa que este economista, autor de varias obras de referencia obrigatoria para quem quer entender correctamente a dinamica economica mundial, é a crescente tendencia dos governos ocidentais de recorrerem a alguns cereais, mormente o milho, para produzir o tal etanol, alegando que é um combustível limpo, que evita o agravamento da ja precaria degradacao do meio ambiente. Sachs diz ser um grave erro pegar no milho que devia estar nas mesas de milhoes que agora passam fome e deita-lo em tanques de combustivel para 'alimentar' carros.
Adverte que os governos ocidentais devem por termo imediado à sua politica de subsidiar a conversao do milho em biodiesel, apontando os EUA como o pior país neste caso ao dispender 51 centimos do dólar de cada um dos seus contibuintes para subsidiar este projecto de producao de biodiesel a partir de graos de milho ou de outros cereais que agora fazem uma grande falta à populacao mundial.
Ele diz nao haver razao para se recorrer aos cereais para a producao destes combustiveis, porque ha muitas terras nao proprias para a agricultura, que tem arvores com maior potencial para a producao de biodiesel, como as palmeiras que produzem certas sementes de que se pode extrair esses carborantes que agora se obtem do milho e outros produtos que sempre alimentaram o homem e nao os motores.
Jeffrey Sachs lanca um alerta vérmelho nao so no dominio da producao alimentar, como sobre outras areas que igualmente tem estado a piorar o fardo em que ja milhoes de pessoas vivem, especialmente nos chamados paises em vias de desenvolvimento. Ele diz ser imperioso que os governos adoptem medidas urgentes para resolver outros problemas tao graves como da falta de energia, agua e outros recursos tao vitais mas que se estao tambem e tornar escassos como os cereais, fazendo a mesma proposta de que ha que se criar fundos especificos para se resolver o problema. 'Podemos combater estes problemas a tempo de evitar o pior se agirmos rapidamente', diz, apontando a energia solar como uma das alternativas a que se deve recorrer para se resolver a crise energetica, ao mesmo tempo que encoraja o recurso das placas energeticas para se acopolar nos carros, para que na sua locomocao se use este dispositivo energetico em substituicao do cada vez mais oneroso gasoleo e gasolina.

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quinta-feira, 1 de maio de 2008

1º de Maio Moçambique: Melhores salários para enfrentar alto custo de vida

Estou a acompanhar o desfile dos trabalhadores Moçambicanos, nas cerimónias centrais do 1º de Maio que se realizam na Matola no presente ano.
Por aquilo que se pode observar, em Moçambique as manifestações do 1º de Maio são manifestações pacíficas e de festa. os trabalhadores desfilam, apresentam dísticos, cantam e dançam, mas não deixam de manifestar a sua preocupação em relação aos baixos salários praticados no País, face ao elevado custo de vida.
A Organização dos Trabalhadores Moçambicanos (OTM) fez uma previsão que apontava para a participação de cerca de 17.000 trabalhadores Moçambicanos nestas celebrações, o que não foge muito àquilo que se pode observar na cidade da Matola.
A tónica do discurso da OTM-Central Sindical no presente ano foi de encorajamento aos trabalhadores Moçambicanos para o aumento da produção, para um incremento da produtividade interna no País como forma de fazer face ao elevado custo de vida. A discussão salarial que há poucos dias aprovou uma proposta de aumentos salariais por sectores em Moçambique, que rondam entre os 15% e 30% representa, sem sombra de dúvidas, uma demonstração clara dos esforços do movimento sindical, em particular a OTM, no sentido de melhorar os salários em vigor no País.
António Matabele, economista e Bancário esteve na marcha do Primeiro de Maio na Matola, juntamente com os seus colegas do Banco onde trabalha e deixou uma mensagem idêntica à dos sindicalistas, apelou ao trabalho e disse que era preciso respeitar o gradualismo das coisas. Matabele foi, segundo alguns analistas, um dos unicos "Grandes Patrões" que juntou-se aos colegas para festejar o 1º de Maio. Muitos outros aproveitaram o dia para relaxar...

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