Blog sobre Moçambique

quarta-feira, 6 de maio de 2009

AMECON: Ninguem quer assumir os destinos da Associação Moçambicana de Economistas (??)

No passado dia 22 de Janeiro fiz um post intitulado "AMECON: Economistas Moçambicanos entre a coragem e a incerteza ?". Neste post eu dizia que:
O AVISO nº 02/CE/2008 da Comissão Eleitoral da Associação Moçambicana de Economistas (AMECON) publicado no jornal notícias de 21/01/2009 praticamente exorta os Economistas Moçambicanos a assumirem de uma vez por todas o rumo que se pretende dar à AMECON pois, só com a força de todos economistas Moçambicanos é possivel construir um futuro mais promissor e fazer da Associação um forte parceiro na erradicação da pobreza absoluta, mas o facto é que parece-me que ninguem quer arriscar-se a candidatar-se para os órgãos sociais, ou seja, para liderar os destinos da AMECON.
Parece que a exortação da AMECON não surtiu efeito desejado junto da classe dos economistas Moçambicanos. O aviso indicava que Abril seria o mês das Eleições para os novos órgãos da AMECON, facto que não sucedeu por falta de candidaturas até ao presente momento, segundo o comunicado que se segue que poderá ser encontrado na página web da própria AMECON:
AMECON - Associação Moçambicana de Economistas
INFORMAÇÃO/COMUNICADO

Os Órgãos Sociais (Mesa da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Conselho de Direcção) da AMECON reuniram-se no dia 24 de Fevereiro de 2009 para analisar a questão relacionada com a ausência de candidatos para a Direcção da AMECON.
A actual Direcção através da Comissão de Eleições convocou eleições para dia 15 de Abril de 2008 não tendo sido realizada por falta de candidatos. Nessa sessão da Assembleia-geral foi decidido que se deveria dar mais tempo e convocar novas eleições passados dois meses. Na sessão seguinte também não houve candidatos. Nessa altura a decisão tomada foi convocar novas eleições.
Pela 3ª vez foram convocadas novas eleições para o mês de Abril de 2009 e novamente não houveram candidatos, apesar de contactos pessoais que foram feitos.
Dada a situação prevalecente decidiu-se que a actual Direcção deveria permanecer por mais um ano enquanto procuram-se soluções. Nesse sentido, várias alternativas têm sido analisadas, nomeadamente:
Caso não haja candidatos, usar-se um método rotativo que obrigue a participação de todos os membros da AMECON;
Alteração dos estatutos prevendo situações semelhantes;
Aplicação de um sistema rotativo à semelhança do Rottary Club.
Neste contexto, solicita-se e agradece-se que todos os economistas reflictam e apresentem contribuições de como se ultrapassar a situação actual.

Maputo, Fevereiro de 2009
É um comunicado bastante lamentável num país que anualmente forma economistas, num país com condições básicas criadas para uma melhor abordagem sobre a profissão de economista, um País que já tem uma Associação de Economistas com prestígio reconhecido interna e internacionalmente, um País com economistas com crédito e mérito reconhecidos e, acima de tudo com uma nova geração de jovens economistas espalhados do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico, preocupados com a classe e com o debate sobre a economia Nacional.
Não é de bom tom fazer comparações entre duas ou mais coisas que não estejam em igualdade de circunstâncias, mas hoje é importante para os jovens economistas Moçambicanos reconhecerem o Papel de instituições como o Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE) na pesquisa e investigação sobre questões de economia em Moçambique, o IESE constitui para muitos estudantes de economia e não só, uma fonte de pesquisa importantissima para os seus trabalhos do dia-a-dia. Hoje há quem considere que o IESE está a realizar o papel que a AMECON deveria estar a fazer. Até Pode ser verdade, de certa forma, mas a AMECON agrega outros grandes interesses da classe para além da investigação e pesquisa. No entanto acaba ficando ofuscada pela nova dinâmica e forte aposta na juventude prevalecente no IESE.
Mas eu continuo com um ponto de interrogação: porque é que ninguem assume a direcção da AMECON ? Incerteza? medo?

Um comentário:

Rui de Feira disse...

Conheci o pais de voces em 2008, quando da realização do VII EELP em Maputo (quando apresentamos artigo neste memoravel Encontro/ Cimeira). Vibrei com o vosso pais! Muito bonito! Me senti em casa... como Maputo se assemelha com Salvador-capital da Bahia - Brasil. Aqui pra nós "como os portugueses sabiam escolher bem os locais para constuir uma bela cidade!!!".
Um abraço a Dra. Miquelina - então presidente da AMECON - vibrante e estusiasta na construção de vidas melhores no mundo! Tenho certeza que voces "não vão deixar a peteca cair" (será que este ditado é compreencdido por voces?)

Um abraço fraterno

Rui Caldas Brandão
economista brasileiro