Blog sobre Moçambique

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

CRISE FINANCEIRA MUNDIAL (do debate à acção)

A crise financeira Internacional em África ainda não se faz sentir na pele de muitos como na América do Norte e na America Latina e Europa. Os números do desemprego nos Estados unidos não param de aumentar, mesmo com as iniciativas fiscais e orçamentais da administração Obama.

Cá entre nós continuamos de palestra em palestra, de seminário em seminário, de debate em debate, nos vários discursos de políticos e empresários a pregar a doutrina da crise económica mundial e suas consequências. Até que não é mau!! Os actores financeiros dos mega-projectos em Moçambique tais como a MOZAL, Areias Pesadas de Chibuto e Moma, etc, já começaram a dar avisos à navegação, e afirmam que poderão, com a crise, deitar abaixo vários postos de trabalho.

Em debate na TVM, Magid Osman Economista Moçambicano, procurou moderar o medo que muitas correntes tentam criar no seio dos Moçambicanos em relação à crise. Efectivamente o que está a faltar são acções de política fiscal e orçamental que nos conduzam a um equilibrio face à crise. É importante que o Governo Moçambicano tome medidas económicas de precaução dos efeitos da crise imeadiatamente.

A título de exemplo, medida em que as pessoas vão perdendo emprego, o salários vão baixando e a renda também, e isto levará a uma redução da capacidade de pagamento. Assim, aqueles que estiverem em divida com as instituições financeiras terão menor capacidade de cobertura da dívida. Sabe-se que o crédito mal parado em Moçambique é preocupante para vários Bancos, mas atenção que não falta muito para os Bancos atingirem o limite da tolerância com a actual crise.

Como a maior parte do financiamento é dirigido a Bens duráveis tais como habitação, construções, edifícios, automóveis, etc, os Bancos não terão outra hipótese senão a recuperação desses bens. Nos contratos de financiamento esse instrumento é claro para o caso de não cumprimento. Na América e Europa, com a crise, os Bancos estão a recuperar os bens e só no Brasil possuem cerca de 100 mil automóveis, um número em crescimento.

Este exemplo era apenas para ilustrar um dos efeitos que a crise pode trazer para os indivíduos, mas o mais importante é que ao invês de se estar constantemente a debater sobre a crise e suas consequencias e a criar correntes de pensamento contraditórias deveria estar-se já a desenvolver acções de curto, médio e longo prazo para fazer face a crise. Aqui o Governo, como regulador da actividade económica tem um papel importantíssimo, mas o sector privado nacional também deve ser mais proactivo.

Basilio
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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Dia dos Namorados vs. Renda disponivel

Tenho estado a pensar nesta ultima semana sobre o efeito do Dia de Sao Valentim, ou seja, dia dos namorados, sobre os rendimentos dos jovens e sobre o mercado de flores, celulares, e outros presentes para a ocasiao. Penso tambem nos efeitos do dia dos namorados sobre a industria hoteleira e restaurantes.

Nao fiz nenhum estudo nem pesquisa para o efeito, apenas baseio-me na observacao dos factos ao meu redor. O primeiro dado e que quando se aproxima a data aumenta a procura dos bens que vamos chamar de "BENS DOS NAMORADOS". Um aumento da procura mantendo os precos constantes vai ocasionar uma escassez de bens e leva ao surgimento de filas de espera nas floristas principalmente. Como os namorados sao pouco sensiveis as mudancas no preco por estes dias (elasticidade-preco), o mercado pode aumentar a oferta e/ou simplesmente aumentar os pre;os daqueles bens.

Por outro lado os consumidores (namorados/as) tem a dificil missao de fazer poupancas suficientes de modo a chegarem ao dia de Sao Valentim ainda com algumas poupancas para o efeito, menos de 2 meses depois das despesas avultadas do final de ano e natal. O mercado por vezes tona-se ingrato para a renda disponivel (RD) do jovem Mocambicano. RD=Rendimento - Consumo. A maioria dos jovens Mocambicanos auferem um salario abaixo dos 250 USD/mes e apartir dai podem-se fazer todas as projeccoes possiveis do planeta terra e do MERCADO DOS BENS DOS NAMORADOS.

Agora fica a questao, o mercado tem solucoes a vista porque pretende faturar, mexe com os precos e quantidades mas os consumidores tem que optar dentro da sua fronteira de possibilidades de consumo. Alguem pode dar-me alguma formula para um 14 de Fevereiro rentavel e viavel para um jovem que pretende encher a sua namorada de presentes? Um amigo respondeu-me da seguinte maneira : PARA UM DIA 14 DE FEVEREIRO RENTAVEL DESFACA-SE DO MATERIALISMO E DO APROVEITAMENTO ECONOMICO DA DATA. EEQUECA O MERCADO E VIVA O AMOR NATURAL.
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