Moçambicanos gastaram cerca de 8.1 milhões de dólares americanos na África do Sul durante o Mundial * Governo Moçambicano prevê crescimento económico de 11% em 2010 *

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Desemprego em Moçambique

O desemprego constitui um problema sério no seio dos Moçambicanos. Todos os dias milhões de cidadãos sofrem a desilusão de não conseguir um emprego desejado. O Estado Moçambicano têm alguma dose de interferência na economia do País, o que pode estar por detrás dos elevados índices de desemprego. A maior ou menor participação do Estado na economia do país gera é determinante para o deficit público, burocracia, centralização ou descentralização da administração pública ou da economia, corrupção, políticas econômicas por vezes desajustadas e desemprego .

Na Economia existem duas variáveis que podem atuar para aumentar ou diminuir o desempenho da economia: taxa de juros e impostos . O governo Moçambicano utiliza essas duas variáveis para promover o crescimento econômico, e no nosso país a taxa de juro é relativamente "controlada" pelo Banco de Moçambique, no entanto a carga tributária é elevada e consome uma significativa percentagem do PIB, o que contribui para que a economia não tenha um desempenho maior em relação ao que se verifica, e com isso haja maior emprego.

Alguns teóricos da ciência económica consideram que a elevada carga tributária causa desaquecimento econômico tanto na produção de bens e serviços como no consumo, no sistema de créditos e também para se manter um funcionário legalmente registrado conforme as leis trabalhistas de muitas economias . Todas essas duas variáveis (taxa de juros e impostos) são na verdade utilizadas para manter um Estado Glutão, onde os desempregados são vítimas desta política econômica, mantida pelos governos. A Burocracia também é a causa de muitos problemas ligados ao mercado de trabalho pois granded parte das decisões não são coerentes e reais com a realidade econômica, onde os gastos públicos (gatos do Governo) são muitas vezes decididos por via de interesses políticos e não condizentes com o mercado .

A Legislação do Trabalho em Moçambique vai sofrendo alterações a medida em que se afigura pertinente melhorar estas relações laborais, mas persistem enormes obstáculos para um incremento do mercado de trabalho e para a elevação dos salários . Se analisarem-se dados sobre a relação entre impostos, contribuições e benefícios pode-se observar (mesmo empiricamente) que o empregador para mais para o Governo do que para o seu próprio trabalhador.

Este ambiente necessita de mais reflexão, de mais mudanças e, para tal, as mudanças devem ser estruturais. Há quem considere que os impostos devem reduzir, a legislação laboral deve ser mais flexível, enfim, reduzir ainda mais a intervenção do Estado na Economia.

As privatizações, a abertura ao comercio, o fim de controles de preços, dos subsídios à certas empresas estatais e trabalhadores e das restrições reduziram a intervenção do Estado na economia de Moçambique. Contudo essa redução foi limitada. O Estado moçambicano ainda detem bastante influencia sobre decisões de investimento, por meio de grandes empresas públicas, de tarifas de importação (apesar do livre comércio na região agora implementado, que poderá alterar o cenário), tributos e regulações.

No entanto, os mais proteccionistas consideram que o Estado tem um papel bastante importante na regulação e gestão das economias e o intervencionismo deve acontecer. A título de Exemplo, Rui Faustino escreve que "A propriedade privada dos meios de produção é a grande causa de todos os males e calamidades que afectam a humanidade. Enquanto a economia funcionar em função do lucro (pois esse é o mobil dos capitalistas),jamais resolverá as necessidades básicas e prementes dos seres humanos:a maior das quais é ser feliz"



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2 comentários:

Júlio Mutisse disse...

Ontem vi uma reportagem na STV sobre o dia do trabalhador. Um dos entrevistados foi um ARDINA que se queixava da "falta de emprego" nesse momento surgiu-me a dúvida: de que é que falamos quando abordamos o tema emprego/desemprego? O que é que almejamos: um patrão ou um meio de rendimentos para fazer face às necessidades do dia a dia.

Como aquele ardina temos muitos moçambicanos: não têm um patrão mas tem fonte de rendimento (que podem multiplicar usando um pouquito de imaginação) e estão a "procura" de emprego.

Onde está o conceito de auto-emprego quando falamos desta questão de emprego Vs desemprego?

Tenho dito. VOLTO

Basilio Muhate disse...

Mutisse
Quando abordamos emprego/desemprego estamos a referir-nos àqueles indivíduos que não têm meios de geração de renda (salários) por sí próprios ou trabalhando para outrem.

Os ardinas e e outros Moçambicanos que tem fonte de rendimento (que podem multiplicar usando um pouquito de imaginação) estão a procura de um emprego que lhes dê melhores rendimentos, mas não estão desempregados.

O Conceito de auto-emprego enquadra-se no conceito de emprego pois é uma forma de emprego onde o indivíduo é o centro de promoção de postos de trabalho, que depois numa fase posterior esta célula se transforma em firma.